Saúde

Câncer de pulmão: como o diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura?

Estudos mostram que a tomografia computadorizada de baixa dose é eficaz na identificação de tumores em estágios iniciais; entenda

B
Brazil Health
16/01/2025, 14:00 • Atualizado em 16/01/2025, 14:00
compartilhar
Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer de pulmão | Freepik

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer de pulmão | Freepik

O câncer de pulmão permanece como uma das principais causas de mortalidade por câncer no mundo, com desafios relacionados à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento eficaz.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Do ponto de vista do pneumologista, que está na linha de frente do cuidado respiratório, o manejo dessa doença envolve estratégias de triagem para o diagnóstico precoce, além de controle de fatores de risco e integração de terapias multidisciplinares que podem aumentar o sucesso do tratamento e as chances de cura.

Diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso

A triagem para câncer de pulmão, especialmente em populações de alto risco, é uma ferramenta crucial para reduzir a mortalidade. Estudos como o National Lung Screening Trial (NLST) comprovaram que a tomografia computadorizada (TC) de baixa dose é eficaz na identificação de tumores em estágios iniciais, quando as chances de cura são significativamente maiores.

Pneumologistas têm um papel central na identificação de pacientes elegíveis para triagem, como fumantes com histórico de 20 maços/ano ou mais, e na interpretação dos resultados, em parceria com radiologistas.

Precisão diagnóstica

No diagnóstico, procedimentos como a broncoscopia são indispensáveis. Avanços técnicos, como a broncoscopia com navegação eletromagnética, permitem acesso a nódulos periféricos, aumentando a precisão diagnóstica. Outros aliados são as biópsias transbrônquicas guiadas por ultrassom endobrônquico (EBUS), que são altamente eficazes para amostrar linfonodos mediastinais, aprimorando o estadiamento e o planejamento terapêutico.

Prevenção

A prevenção é um dos pilares do trabalho do pneumologista no combate ao câncer de pulmão. Intervenções voltadas à cessação do tabagismo têm impacto direto na redução da incidência da doença. Programas de apoio, como terapia de reposição de nicotina e medicamentos como a vareniclina, são amplamente utilizados para auxiliar os pacientes a parar de fumar.

Além disso, conscientizar sobre outros fatores de risco, como exposição a poluentes atmosféricos, radônio e agentes ocupacionais (como o amianto), é uma parte vital da prática pneumológica.

O que pode melhorar a qualidade de vida do paciente?

O manejo do câncer de pulmão exige uma abordagem multidisciplinar. Pneumologistas frequentemente coordenam o cuidado inicial e encaminham os pacientes para oncologistas especializados.

Em casos de doença localmente avançada, o controle de sintomas respiratórios é prioritário. Intervenções como broncoscopia terapêutica, para desobstrução de vias aéreas, e pleurodese, para o manejo de derrames pleurais malignos, contribuem significativamente para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Quais são os avanços?

Novas tecnologias estão ampliando as possibilidades no manejo do câncer de pulmão. A broncoscopia robótica, por exemplo, oferece maior precisão na navegação e coleta de amostras. Além disso, a integração da radiômica e da inteligência artificial (IA) no diagnóstico possibilita formas mais personalizadas de cuidado, ajudando a prever a progressão da doença e a resposta ao tratamento.

No entanto, desafios permanecem. A alta mortalidade em estágios avançados e as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde continuam sendo obstáculos significativos. Garantir que os avanços tecnológicos e terapêuticos estejam amplamente disponíveis é essencial para melhorar a taxa de cura e a qualidade de vida dos pacientes.

*Felipe Roth Vargas é radiologista intervencionista credenciado pelo CRM: 155352-SP RQE Nº: 94668

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Fachin dá aval à AGU atuar em processo sobre Moraes nos EUA

Fachin dá aval à AGU atuar em processo sobre Moraes nos EUA

Imagem da notícia: Cor da seleção brasileira é turmalina, diz Ricardo Almeida

Cor da seleção brasileira é turmalina, diz Ricardo Almeida

Imagem da notícia: Flávio diz que "mal" vai ser "expulso" do Brasil esse ano

Flávio diz que "mal" vai ser "expulso" do Brasil esse ano

Imagem da notícia: Greer: EUA manterão limites tarifários em acordos com países

Greer: EUA manterão limites tarifários em acordos com países

Imagem da notícia: Fachin dá aval à AGU atuar em processo sobre Moraes nos EUA

Fachin dá aval à AGU atuar em processo sobre Moraes nos EUA

Imagem da notícia: Cor da seleção brasileira é turmalina, diz Ricardo Almeida

Cor da seleção brasileira é turmalina, diz Ricardo Almeida

Imagem da notícia: Flávio diz que "mal" vai ser "expulso" do Brasil esse ano

Flávio diz que "mal" vai ser "expulso" do Brasil esse ano

Imagem da notícia: Greer: EUA manterão limites tarifários em acordos com países

Greer: EUA manterão limites tarifários em acordos com países

Últimas notícias

Estilista da seleção rebate memes e críticas sobre uniforme

Em entrevista ao SBT News, Ricardo Almeida explica a escolha da cor do traje usado pelos jogadores em viagem para a Copa do Mundo de 2026

Trump critica resolução que limita seus poderes de guerra

Presidente publicou post atacando os quatro deputados republicanos que votaram a favor da medida

Cessar-fogo no Líbano aumenta esperanças em acordo com o Irã

Teerã fez de um cessar-fogo no Líbano uma condição para qualquer acordo de paz com Washington

"Mataram meu filho pela 3º vez", diz pai de Henry Borel

O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro perdoou Monique Medeiros, mãe de Henry, em julgamento pela morte do menino em 2021

Pesquisa mostra Paes com 60% e Ruas com 24,5% no 2º turno

Na disputa pelo Senado, Benedita da Silva (PT) lidera a corrida em dois cenários testados

PoderData: mais de 40% reprovam Câmara, Senado e STF

Para 48%, trabalho de deputados é ruim ou péssimo; apenas 10% avaliam desempenho de parlamentares como ótimo ou bom