Saúde

Câncer de pulmão: I.A e outras terapias podem revolucionar tratamento da doença; entenda

Abordagens personalizadas não só melhoram as taxas de resposta, mas também reduzem os efeitos colaterais em pacientes oncológicos

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Brazil Health
13/01/2025, 18:02 • Atualizado em 13/01/2025, 18:02
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Câncer de pulmão: inovações do tratamento podem mudar futuro dos pacientes | Freepik

Câncer de pulmão: inovações do tratamento podem mudar futuro dos pacientes | Freepik

O câncer de pulmão é uma das neoplasias mais desafiadoras para a oncologia moderna devido à sua alta incidência e mortalidade.

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No entanto, os avanços no tratamento sistêmico, com uso de inteligência artificial, aliados a novas estratégias diagnósticas e terapêuticas, estão transformando o prognóstico de muitos pacientes.

Como definir o tratamento de câncer de pulmão?

Com o avanço das terapias-alvo e da imunoterapia, a caracterização molecular detalhada do tumor tornou-se essencial no manejo do câncer de pulmão.

Essa abordagem personalizada não só melhora as taxas de resposta, mas também reduz os efeitos colaterais associados a tratamentos sistêmicos não direcionados. A integração da genômica com ferramentas como a radiômica (extração de informações médicas de imagens radiológicas) e a inteligência artificial estão ampliando ainda mais as possibilidades de tratamentos sob medida.

A importância da imunoterapia

A imunoterapia mudou o panorama do tratamento do câncer de pulmão, especialmente nos casos de carcinoma não pequenas células (CPNPC) – que se origina em vias aéreas pulmonares, como os brônquios, bronquíolos e alvéolos. Medicamentos como nivolumabe, pembrolizumabe e atezolizumabe, que atuam bloqueando os pontos de controle imunológico (PD-1/PD-L1), mostraram melhorias significativas na sobrevida global, em comparação com a quimioterapia tradicional em estágios avançados da doença.

Combinações de imunoterapia com quimioterapia têm se mostrado eficazes em alguns pacientes, demonstrando o potencial dessa abordagem para um número maior de pacientes. Além disso, a pesquisa em biomarcadores preditivos, como a carga mutacional tumoral (TMB), está ajudando a refinar a seleção dos pacientes para esses tratamentos.

Cuidados paliativos

Embora os avanços no tratamento tenham prolongado a sobrevida de muitos pacientes, os efeitos adversos continuam sendo um desafio significativo. Terapias-alvo podem causar toxicidades específicas, como pneumonite associada à imunoterapia, enquanto a quimioterapia tradicional está associada a efeitos colaterais sistêmicos mais amplos.

O manejo eficaz desses efeitos requer uma abordagem proativa e multidisciplinar. Oncologistas trabalham em colaboração com pneumologistas e outros especialistas para monitorar e tratar complicações relacionadas à terapêutica. Além disso, os cuidados paliativos desempenham um papel vital na melhora da qualidade de vida, particularmente em pacientes com doença metastática.

O que esperar do futuro?

Apesar dos avanços, desafios significativos permanecem. A resistência adquirida às terapias-alvo e a heterogeneidade tumoral limitam a eficácia de muitos tratamentos. Ensaios clínicos em andamento estão explorando novas combinações terapêuticas e drogas de próxima geração para superar esses obstáculos.

A integração de tecnologias emergentes, como biópsias líquidas e análise de dados em larga escala com IA, tem o potencial de transformar o manejo do câncer de pulmão, permitindo diagnósticos mais precoces e precisos, bem como o desenvolvimento de terapias ainda mais personalizadas.

* Por Felipe Roth Vargas, radiologista intervencionista credenciado pelo CRM: 155352-SP RQE Nº: 94668

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