Cidades

Polícia prende mulher suspeita de integrar rede de pedofilia ligada a piloto preso em SP

Investigação aponta que ela recebia dinheiro para enviar fotos e vídeos de crianças ao piloto Sergio Antonio Lopes, de 60 anos, preso em fevereiro

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SBT Brasil
04/03/2026, 02:54 • Atualizado em 04/03/2026, 02:54
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A Policia Civil de São Paulo prendeu mais uma pessoa suspeita de participar de uma rede de exploração sexual infantil que levou à prisão do piloto Sergio Antonio Lopes, de 60 anos, detido no dia 9 de fevereiro.

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A nova investigada foi identificada como Luana Caroline Rocha Peres. Segundo a polícia, ela participava do esquema e recebia dinheiro do piloto.

De acordo com as investigações, Sérgio pagava entre R$ 50 e R$ 60 por fotos ou vídeos de crianças. Para a prática de atos sexuais com menores, os valores pagos variavam entre R$ 300 e R$ 500, segundo a polícia.

As investigações apontam ainda que o piloto providenciava documentos de identidade falsos para permitir que as vítimas, menores de idade, entrassem em estabelecimentos. O próprio gravava os abusos e o material era transmitido a terceiros, sem que ele mostrasse o rosto nas imagens.

Durante a operação, policiais encontraram diversas fotos e vídeos no celular do piloto, que fariam parte do material investigado.

Em nota, a Secretaria da Seguranca Publica de Sao Paulo informou que as investigações continuam.

Os detalhes do caso serão preservados pelas autoridades por envolver vítimas menores de idade. A defesa de Luana Caroline Rocha Peres não foi localizada até o momento.

Relembre o caso

O piloto Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos, foi detido dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 9 de fevereiro. Ele é acusado de integrar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Além do piloto, uma mulher de 55 anos, identificada como Denise Moreo, também foi presa, suspeita de receber pagamentos para facilitar que suas netas fossem abusadas pelo piloto. A mulher passou por audiência de custódia, que confirmou a prisão temporária.

Segundo a Polícia Civil, ele vinha atuando na rede criminosa há pelo menos oito anos. O inquérito, iniciado em outubro de 2025, já identificou sete vítimas, submetidas a graves situações de abuso. Todas têm em comum uma situação de vulnerabilidade social.

A Polícia Civil afirmou que a rede apresentava estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada entre os investigados.

Segundo a delegada Luciana Peixoto, responsável pelo caso na Delegacia de Repressão à Pedofilia, o piloto falava sobre os abusos com naturalidade, o que chamou a atenção dos investigadores.

“Como ele comete os fatos há muitos anos, acabou normalizando os crimes que praticava. Ele relata com certa naturalidade o que acontecia e não percebe a gravidade dos atos”, disse a delegada.

O interrogatório formal só será realizado após a análise completa do material apreendido, principalmente do telefone celular. Já foram localizadas fotos e vídeos que, segundo a polícia, comprovam os crimes. Os aparelhos foram encaminhados para perícia técnica.

Sérgio mora em Guararema, na Região Metropolitana de São Paulo, e, conforme a investigação, costumava enviar mensagens e procurar as vítimas na véspera das viagens. Ele passava a noite anterior aos voos em um apartamento na capital.

Já a mãe de uma das vítimas teve a prisão preventiva decretada no dia 11 de fevereiro. Ela havia sido detida em flagrante após a polícia encontrar material ilegal durante uma busca em sua residência.

O piloto é casado e tem quatro filhos adultos. De acordo com a polícia, a esposa ficou em estado de choque ao saber o motivo da prisão, ocorrida na mesma delegacia onde o marido confessou os crimes.

Colaborou Antonio Souza

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