Latam demite piloto preso por chefiar rede de abuso sexual infantil
Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, confessou os crimes, segundo a polícia; investigação aponta que abusos ocorriam havia pelo menos oito anos


Vicklin Moraes
A Latam demitiu o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso na segunda-feira (9) sob suspeita de chefiar uma rede de abuso sexual infantil. A informação foi confirmada pela companhia aérea nesta quarta-feira (11).
Em nota, a empresa afirmou que “o sr. Sergio Antonio Lopes não faz mais parte do seu quadro de colaboradores”. A Latam declarou ainda que adota política de tolerância zero para atos que desrespeitem seus valores, ética e código de conduta, e que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Segundo a delegada Luciana Peixoto, da Delegacia de Repressão à Pedofilia, o piloto confessou os crimes e falou sobre os abusos com naturalidade durante o depoimento, o que chamou a atenção dos investigadores.
Segundo a polícia, o suspeito oferecia entre R$ 50 e R$ 100 às responsáveis para obter imagens das menores. Quando havia encontros presenciais em motéis, os valores podiam ser maiores. Ele também pagaria com medicamentos. Ainda segundo as investigações, o piloto providenciava documentos de identidade falsos para permitir a entrada das vítimas, menores de idade, nos estabelecimentos.
O próprio acusado gravava os abusos. O material era produzido e transmitido a terceiros, sem que ele mostrasse o rosto nas imagens. No celular do piloto, os policiais encontraram diversas mídias com fotos e vídeos das jovens.
Investigação
A delegada Ivalda Leixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, informou que o caso começou a ser investigado em novembro do ano passado, após a mãe de uma das vítimas procurar a polícia ao encontrar imagens no celular da filha. A partir daí, os agentes rastrearam o conteúdo e identificaram o piloto. Os crimes seriam praticados havia pelo menos oito anos.
As investigações apontam ainda que o suspeito mantinha relação próxima com uma mulher chamada Denise, que filmava as netas e permitia que as jovens saíssem com ele.
Até o momento, sete vítimas foram identificadas. Segundo a polícia, todas viviam em situação de vulnerabilidade social.









