Política

Justiça rejeita ações contra Lula e escola de samba por enredo sobre presidente

Juiz afirmou que processos usaram instrumento inadequado e não apresentaram provas de dano aos cofres públicos; mérito não foi analisado

Avatar de SBT News
SBT News

A Justiça Federal rejeitou nesta quarta-feira (11) as ações populares apresentadas pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

As duas ações questionavam o enredo que a escola levará à Marquês de Sapucaí no Carnaval deste ano, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retrata a trajetória pessoal e política do presidente.

Nas duas decisões, o juiz federal Francisco Valle Brum, da 21ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, rejeitou os pedidos por uso inadequado da ação popular e ausência de provas de dano concreto ao patrimônio público. O mérito dos processos não foi analisado.

O juiz explicou que a ação popular é um instrumento previsto na Constituição que permite a qualquer cidadão pedir a anulação de atos que sejam ilegais e lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa ou a outros interesses coletivos.

Segundo ele, esse tipo de ação não pode ser usado para impor “obrigações de fazer ou de não fazer”, como impedir a exibição de imagens em desfile ou barrar transmissões, nem para substituir outras medidas judiciais mais específicas, como ações civis públicas ou questionamentos na Justiça Eleitoral.

Outro ponto que motivou as decisões foi a falta de comprovação de prejuízo efetivo aos cofres públicos.

O magistrado afirmou que as petições se basearam, em grande parte, em reportagens jornalísticas e em suposições sobre eventual promoção pessoal do presidente, sem apresentar documentos que demonstrassem ilegalidade ou dano concreto.

Pela lei, apenas a discordância política ou a suspeita de desvio de finalidade não são suficientes para dar andamento a uma ação popular.

No processo movido por Kim Kataguiri, que questionava um termo de cooperação envolvendo a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), o juiz alegou que não houve comprovação de prejuízo aos cofres públicos nem indicação precisa de valores que teriam sido desviados.

Já na ação que tem entre os autores Damares Alves, o pedido incluía impedir a escola de samba de exibir imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e proibir a transmissão do desfile caso houvesse críticas a ele.

O juiz alegou, nesse caso, que a ação popular se destina à proteção de direitos difusos da coletividade e não pode ser utilizada para resguardar interesses políticos ou privados de terceiros.

As decisões desta quarta-feira (11) tratam apenas das ações populares apresentadas na Justiça Federal.

Há outros processos sobre o mesmo tema em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um movido pelo partido Novo e outro pelo partido Missão, em conjunto com Kim Kataguiri. Esses casos ainda não foram analisados.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Durigan promete esforço fiscal em eventual novo governo Lula

Durigan promete esforço fiscal em eventual novo governo Lula

Imagem da notícia: Desabamento em mina na Colômbia deixa 13 mortos

Desabamento em mina na Colômbia deixa 13 mortos

Imagem da notícia: Flávio Bolsonaro diz que caso Dark Horse é “página virada”

Flávio Bolsonaro diz que caso Dark Horse é “página virada”

Imagem da notícia: EUA controlam passagem secreta em Ormuz, diz jornal

EUA controlam passagem secreta em Ormuz, diz jornal

Imagem da notícia: Durigan promete esforço fiscal em eventual novo governo Lula

Durigan promete esforço fiscal em eventual novo governo Lula

Imagem da notícia: Desabamento em mina na Colômbia deixa 13 mortos

Desabamento em mina na Colômbia deixa 13 mortos

Imagem da notícia: Flávio Bolsonaro diz que caso Dark Horse é “página virada”

Flávio Bolsonaro diz que caso Dark Horse é “página virada”

Imagem da notícia: EUA controlam passagem secreta em Ormuz, diz jornal

EUA controlam passagem secreta em Ormuz, diz jornal

Últimas notícias

TSE impede Marçal de usar fundo eleitoral e fazer campanha

Decisão foi unânime e ainda não representa o julgamento definitivo da candidatura

STF torna Bacellar réu por obstruir operação da PF no Rio

Ex-presidente da Alerj, ex-deputado TH Joias e desembargador Macário Ramos são acusados de vazar informações a investigados ligados ao Comando Vermelho

Republicanos expulsa prefeito "tiktoker" de Sorocaba

Partido alegou infidelidade partidária; Rodrigo Manga já estava suspenso da legenda desde o início do processo e foi comunicado da decisão nessa quarta (19)

Prazo para solicitar voto em trânsito termina nesta quinta

Transferência temporária pode ser solicitada para um ou os dois turnos; pedido é feito pelo Autoatendimento Eleitoral ou em cartórios

Dino volta a defender exigência de diploma para jornalista

Ministro do STF comparou exercício da profissão a médicos, advogados e pilotos de avião e disse que obrigatoriedade não significa um retrocesso à ditadura

Copa Feminina 2027: final será no Maracanã; veja calendário

FIFA divulgou o calendário completo das 64 partidas do Mundial no Brasil nesta quinta-feira (20); oito cidades serão sedes do torneio