ONU pede que EUA revise política migratória durante a Copa
Comissário de direitos humanos pede revisão das regras de imigração após árbitro somali ser impedido de entrar nos Estados Unidos
Um dos principais representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos pediu nesta quarta-feira (10) que os Estados Unidos revisem sua política migratória durante a Copa do Mundo de 2026.
A manifestação ocorreu após casos recentes de restrições de entrada no país envolvendo participantes ligados ao torneio.
O apelo foi feito pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, o austríaco Volker Türk, que demonstrou preocupação com possíveis violações de direitos e episódios de discriminação durante o Mundial.
O caso de maior repercussão envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve a entrada nos Estados Unidos negada sob alegações de possível ligação com terrorismo. O árbitro nega qualquer envolvimento e a própria FIFA afirmou não haver elementos que sustentem a acusação.
O que disse o governo dos Estados Unidos?
Questionado sobre as críticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que não pretende flexibilizar a política migratória adotada pelo país.
"Estamos trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem", afirmou o presidente durante a assinatura de um pacote bilionário voltado ao financiamento de operações de deportação de migrantes.
FIFA também foi alvo de críticas
A atuação da FIFA diante do episódio também foi questionada. O jornal esportivo francês L'Équipe publicou uma capa retratando o presidente da entidade, Gianni Infantino, como um fantoche de Trump.
Nesta quarta-feira, Infantino afirmou que a FIFA não tem competência para interferir nas políticas de imigração adotadas pelos países-sede da competição.
Como o árbitro reagiu?
Ao retornar à Somália, Omar Artan foi recebido por torcedores e admiradores. Apesar da frustração por não participar do Mundial, ele afirmou que encara o episódio como uma fatalidade e pediu que os jovens do país não desistam de seus sonhos.
A situação ganhou ainda mais repercussão por envolver a Somália, país que enfrenta uma guerra civil há mais de três décadas e que teria pela primeira vez um representante em uma Copa do Mundo.















