Nova lei cria regras para influenciadores menores de idade
ECA Digital exige alvará judicial para crianças e adolescentes que recebem dinheiro ou benefícios por publicidade nas redes
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Simone Queiroz
A partir da próxima semana, crianças e adolescentes que atuam como influenciadores digitais e recebem remuneração ou qualquer tipo de benefício em troca de publicidade nas redes sociais precisarão de autorização da Justiça para exercer a atividade.
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A exigência faz parte das novas regras do chamado ECA Digital e amplia para o ambiente online uma proteção que já existe há décadas para menores que trabalham em atividades artísticas, como televisão, cinema e publicidade.
Com a nova regra, pais ou responsáveis deverão obter um alvará judicial autorizando a atividade do menor nas plataformas digitais.
O documento deverá informar os valores recebidos, formas de remuneração e ganhos relacionados ao conteúdo produzido, incluindo pagamentos por publicidade ou receitas geradas pelo número de acessos e visualizações.
A Justiça também poderá determinar que parte dos valores seja depositada em uma conta bancária vinculada à criança ou adolescente para uso futuro, quando atingir a maioridade.
Medida busca proteger exploração dos menores, avalia especialista
De acordo com a advogada Renata Yumi Idie, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados, a medida busca proteger crianças e adolescentes que expõem sua imagem e privacidade nas redes sociais.
Para ela, a intervenção do Estado ajuda a garantir que os menores também sejam beneficiados financeiramente pela atividade no futuro.
"É importante que o Estado intervenha para preservar o direito dessa criança futuramente. De certa forma, é um trabalho, uma exploração da imagem dela e da privacidade dela. É justo que ela possa se beneficiar disso lá na frente", explica.
Além de acompanhar a remuneração, o alvará judicial poderá estabelecer limites para a atividade digital, evitando que a produção de conteúdo prejudique o desenvolvimento da criança.
A intenção é garantir que a rotina de gravações e publicações não interfira em atividades essenciais da infância, como estudar, brincar, descansar e conviver com a família.
Nova lei cria regras para influenciadores menores de idadeECA Digital exige alvará judicial para crianças e adolescentes que recebem dinheiro ou benefícios por publicidade nas redesBrasil2026-06-11T01:59:46.822ZA partir da próxima semana, crianças e adolescentes que atuam como influenciadores digitais e recebem remuneração ou qualquer tipo de benefício em troca de publicidade nas redes sociais precisarão de autorização da Justiça para exercer a atividade. A exigência faz parte das novas regras do chamado ECA Digital e amplia para o ambiente online uma proteção que já existe há décadas para menores que trabalham em atividades artísticas, como televisão, cinema e publicidade. Com a nova regra, pais ou responsáveis deverão obter um alvará judicial autorizando a atividade do menor nas plataformas digitais. O documento deverá informar os valores recebidos, formas de remuneração e ganhos relacionados ao conteúdo produzido, incluindo pagamentos por publicidade ou receitas geradas pelo número de acessos e visualizações. A Justiça também poderá determinar que parte dos valores seja depositada em uma conta bancária vinculada à criança ou adolescente para uso futuro, quando atingir a maioridade. Medida busca proteger exploração dos menores, avalia especialista De acordo com a advogada Renata Yumi Idie, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados, a medida busca proteger crianças e adolescentes que expõem sua imagem e privacidade nas redes sociais. Para ela, a intervenção do Estado ajuda a garantir que os menores também sejam beneficiados financeiramente pela atividade no futuro. "É importante que o Estado intervenha para preservar o direito dessa criança futuramente. De certa forma, é um trabalho, uma exploração da imagem dela e da privacidade dela. É justo que ela possa se beneficiar disso lá na frente", explica. Além de acompanhar a remuneração, o alvará judicial poderá estabelecer limites para a atividade digital, evitando que a produção de conteúdo prejudique o desenvolvimento da criança. A intenção é garantir que a rotina de gravações e publicações não interfira em atividades essenciais da infância, como estudar, brincar, descansar e conviver com a família. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/nova-lei-cria-regras-para-influenciadores-menores-de-idade
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