Médicos de Bolsonaro descartam gravidade após queda e apontam possível interação de remédios
Jair Bolsonaro realizou exames e deixou o hospital DF Star na tarde desta quarta-feira (7)
Gabriela Vieira
Médicos de Jair Bolsonaro (PL) disseram nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente teve um "traumatismo craniano leve" e apresentou tonturas, desequilíbrio e oscilação de memória.
A maior hipótese do motivo da queda, segundo a equipe, seria uma possível interação entre os medicamentos que o ex-mandatário faz uso após procedimentos contra hérnia e crise de soluços no hospital DF Star, em Brasília.
"Ele faz uso de vários medicamentos para as crises de soluço e estamos com um problema agora. Se esses quadros forem recorrentes e coloquem ele em uma zona de risco, (teremos que avaliar). Coloco ele em um quadro degradante de soluço ou mantenho a medicação", disse o cardiologista Brasil Ramos Caiado.
Ao repassar o momento da queda de Bolsonaro, que ocorreu na madrugada de terça (6), o cardiologista disse que ele não teria caído da cama, da maneira como foi relatado. Bolsonaro teria se levantado para caminhar e acabou sofrendo a queda.
"Inicialmente pensamos que foi da cama. Mas depois, conversando com ele, relembrando os fatos, (constatando que) a contusão foi do lado direito, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu", afirmou.
Anteriomente os médicos investigavam uma possível “crise convulsiva”, resultado que foi descartado com os exames.
No hospital o ex-mandatário passou por três exames:
- Tomografia computadorizada - exame que produz imagens internas e detalhadas da cabeça por meio de raios X;
- Ressonância magnética do crânio - técnica que utiliza campos magnéticos para avaliar estruturas do cérebro;
- Eletroencefalograma - exame que registra a atividade elétrica cerebral e pode indicar alterações neurológicas.
Após realizar exames, Bolsonaro deixou o hospital na tarde desta quarta. Ele retorna à sala da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.








