Após ligação para Trump, presidente da Colômbia liga para Lula e fala sobre Venezuela
Em nota, governo brasileiro diz que Lula e Petro defenderam solução pacífica, criticaram uso da força e saudaram liberação de presos políticos

Murilo Fagundes
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta quinta-feira (8) para tratar da situação na Venezuela. A conversa abordou o cenário político e humanitário no país vizinho e seus impactos regionais.
Durante o diálogo, os dois presidentes manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela.
Lula e Petro avaliaram que esse tipo de ação representa um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional.
Os mandatários concordaram que a crise venezuelana deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano.
Nesse contexto, saudaram o anúncio feito nesta quinta pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela sobre a liberação de presos nacionais e estrangeiros.
Lula informou ainda que, a pedido da Venezuela, o Brasil está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para recompor estoques de produtos e soluções para diálise atingidos pelos bombardeios do último dia 3 de janeiro.
Leia a íntegra da nota do Palácio do Planalto
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quinta-feira (8/1). Eles conversaram sobre a situação na Venezuela.
Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional.
Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano.
Saudaram, nesse sentido, o anúncio feito na tarde desta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros.
O presidente Lula informou que, a pedido da Venezuela, está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios do último dia 3 de janeiro.
Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham extensas fronteiras. Recordaram nesse contexto, os importantes contingentes de migrantes venezuelanos que têm acolhido nos últimos anos.








