Miss Uberlândia 2025 é presa em operação da PF contra tráfico e lavagem
Investigada como parte do núcleo financeiro de organização criminosa, Sara Monteiro foi detida durante a Operação Luxury, que bloqueou R$ 61 milhões

Antonio Souza
com informações do Estado de Minas
A Miss Uberlândia 2025, Sara Monteiro, de 36 anos, foi presa pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15), durante a Operação Luxury, que investiga uma organização criminosa interestadual envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A ação também resultou no bloqueio de cerca de R$ 61 milhões em bens dos investigados.
Segundo as investigações, Sara Monteiro integrava o núcleo financeiro do grupo criminoso. Ela é apontada como responsável por atuar na ocultação da origem de recursos ilícitos, além de manter ligação direta com um dos líderes da organização.
De acordo com a PF, a investigada levava um padrão de vida elevado, com viagens internacionais, compras em lojas de luxo e uso de veículos de alto valor, indícios que reforçaram a suspeita de lavagem de dinheiro.
O delegado Dalton Marinho, chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), afirma que a operação teve como foco atingir justamente o braço financeiro da organização.
“Hoje nós combatemos pessoas envolvidas com a lavagem de dinheiro em prol dessa estrutura criminosa. São investigados que vivem com alto padrão econômico”, diz.
A prisão de Sara Monteiro foi realizada em São Paulo, onde ela estava morando recentemente. Ela foi encaminhada para a Superintendência da Polícia Federal após ser detida.
Como funcionava o esquema?
As investigações começaram em abril de 2025, após a apreensão de 1,1 tonelada de maconha na cidade de Frutal (MG). A partir desse caso, a Polícia Federal identificou uma estrutura criminosa mais ampla.
Desde então, já foram apreendidas cerca de 5,9 toneladas de drogas. O grupo transportava entorpecentes do Mato Grosso do Sul para a região Sudeste utilizando rotas alternativas, principalmente estradas rurais com menor fiscalização.
O esquema incluía veículos batedores e comunicação via satélite para evitar barreiras policiais. Essa estratégia, conhecida como “rota caipira”, fazia com que viagens demorassem até uma semana, como forma de despistar as autoridades.
A Operação Luxury foi deflagrada em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com ações simultâneas em diversas cidades.
Ao todo, cerca de 160 policiais cumpriram mandados em 13 pontos distintos. Até o momento, 24 pessoas foram presas, além do cumprimento de ordens judiciais dentro de presídios em São Paulo e Minas Gerais.
A Justiça expediu dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão, e três suspeitos seguem foragidos.
Segundo a Polícia Federal, mais de 90% das ordens judiciais já foram cumpridas, o que indica o sucesso da operação.









