Argentina presa por injúria racial no RJ é acusada de roubar carro de ex-namorado, diz jornal
Fontes ouvidas pelo 'Clarín' negam a versão apresentada na denúncia e afirmam que queixa foi apresentada por vingança
Sofia Pilagallo
Justiça do Rio concede habeas corpus a turista argentina acusada de injúria racial | Foto: Reprodução/SBT Brasil - 17.01.2026
A argentina Agostina Páez, que chegou a ser presa por injúria racial no Rio de Janeiro, no início de fevereiro, é acusada agora de roubar o carro de um ex-namorado, informou o jornal argentino "Clarín". A denúncia criminal foi apresentada em La Branda, na província de Santiago del Estero.
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O homem que apresentou a queixa é Javier Zanoni, de 32 anos, com quem Agostina morou por três anos. Ele conta que emprestou a então namorada um carro modelo Citroën Cactus e que ela nunca o devolveu, mesmo após diversas exigências feitas pessoalmente, por telefone e por mensagem de texto.
Segundo os advogados Elizabeth Maldonado e Franco Garnica, que representam Zanoni no caso, o rapaz tentou fazer com que Agostina cumprisse uma promessa inicial de devolver o carro, mas ela passou a ser "evasiva" sobre o assunto. Eles então enviaram uma carta formal solicitando a devolução do veículo, mas não houve resposta.
Zanoni alega também que o registro e o documento do carro estão em seu nome, o que é verdade, segundo apurou o "Clarín". Apesar disso, fontes próximas do casal afirmaram ao jornal que o veículo foi comprado pelo pai de Agostina, Mariano Páez, que o fez por meio de um processo de alienação fiduciária e registrou o automóvel no nome de seu então genro.
Essas mesmas fontes que conversaram com o "Clarín", incluindo um amigo de Zanoni, também negam enfaticamente a versão dos fatos apresentados na denúncia. Segundo as pessoas ouvidas, o rapaz teria prestado queixa contra a ex por vingança, após ela decidir terminar o relacionamento que, aparentemente, caminhava para um casamento.
"É uma mentira de Zanoni e seus advogados. Uma farsa maior do que o estádio da Copa do Mundo que temos em Santiago. Todo mundo em La Banda sabe disso. O cara (referindo-se a Zanoni) ficou arrasado porque Agostina decidiu terminar o relacionamento, que até recentemente parecia destinado ao casamento", afirmou uma fonte.
"Ele pediu para ela voltar várias vezes, e Agos disse 'não'. Acho que, talvez por despeito e por causa desses advogados sanguessugas, ele acabou processando-a por essa bobagem", acrescentou a fonte, ressaltando que Zanoni está arrependido e pode retirar a queixa nos próximos dias.
Relembre o caso de injúria racial envolvendo Agostina
Em 14 de janeiro, Agostina foi flagrada imitando um macaco e proferindo ofensas racistas a funcionários de um bar em Ipanema. Ela foi presa em 6 de fevereiro, mas solta na mesma noite após decisão da Justiça, que impôs que ela usasse tornozeleira eletrônica até receber permissão para deixar o país.
Em 24 de março, a defesa solicitou que Agostina respondesse ao processo em liberdade e tivesse o passaporte devolvido. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concordou com a possibilidade, mas condicionou a saída do país ao cumprimento de medidas cautelares e ao pagamento de uma indenização de R$ 98 mil às vítimas. Após a determinação, ela retornou à Argentina no início deste mês.
Argentina presa por injúria racial no RJ é acusada de roubar carro de ex-namorado, diz jornalFontes ouvidas pelo 'Clarín' negam a versão apresentada na denúncia e afirmam que queixa foi apresentada por vingançaMundo2026-04-16T01:25:34.314ZA argentina Agostina Páez, que chegou a ser presa por injúria racial no Rio de Janeiro, no início de fevereiro, é acusada agora de roubar o carro de um ex-namorado, informou o jornal argentino "Clarín". A denúncia criminal foi apresentada em La Branda, na província de Santiago del Estero. O homem que apresentou a queixa é Javier Zanoni, de 32 anos, com quem Agostina morou por três anos. Ele conta que emprestou a então namorada um carro modelo Citroën Cactus e que ela nunca o devolveu, mesmo após diversas exigências feitas pessoalmente, por telefone e por mensagem de texto. Segundo os advogados Elizabeth Maldonado e Franco Garnica, que representam Zanoni no caso, o rapaz tentou fazer com que Agostina cumprisse uma promessa inicial de devolver o carro, mas ela passou a ser "evasiva" sobre o assunto. Eles então enviaram uma carta formal solicitando a devolução do veículo, mas não houve resposta. Zanoni alega também que o registro e o documento do carro estão em seu nome, o que é verdade, segundo apurou o "Clarín". Apesar disso, fontes próximas do casal afirmaram ao jornal que o veículo foi comprado pelo pai de Agostina, Mariano Páez, que o fez por meio de um processo de alienação fiduciária e registrou o automóvel no nome de seu então genro. Essas mesmas fontes que conversaram com o "Clarín", incluindo um amigo de Zanoni, também negam enfaticamente a versão dos fatos apresentados na denúncia. Segundo as pessoas ouvidas, o rapaz teria prestado queixa contra a ex por vingança, após ela decidir terminar o relacionamento que, aparentemente, caminhava para um casamento. "É uma mentira de Zanoni e seus advogados. Uma farsa maior do que o estádio da Copa do Mundo que temos em Santiago. Todo mundo em La Banda sabe disso. O cara (referindo-se a Zanoni) ficou arrasado porque Agostina decidiu terminar o relacionamento, que até recentemente parecia destinado ao casamento", afirmou uma fonte. "Ele pediu para ela voltar várias vezes, e Agos disse 'não'. Acho que, talvez por despeito e por causa desses advogados sanguessugas, ele acabou processando-a por essa bobagem", acrescentou a fonte, ressaltando que Zanoni está arrependido e pode retirar a queixa nos próximos dias. Relembre o caso de injúria racial envolvendo Agostina Em 14 de janeiro, e proferindo ofensas racistas a funcionários de um bar em Ipanema. Ela foi presa em 6 de fevereiro, mas solta na mesma noite após decisão da Justiça, que impôs que ela usasse tornozeleira eletrônica até receber permissão para deixar o país. Em 24 de março, a defesa solicitou que Agostina respondesse ao processo em liberdade e tivesse o passaporte devolvido. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concordou com a possibilidade, mas condicionou a saída do país ao cumprimento de medidas cautelares e ao pagamento de uma indenização de R$ 98 mil às vítimas. Após a determinação, ela retornou à Argentina no início deste mês.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/argentina-presa-por-injuria-racial-no-rj-e-acusada-de-roubar-carro-de-ex-namorado-diz-jornal