Fachada ativa avança em São Paulo, mas enfrenta desafios para ocupar espaços comerciais
Modelo que integra comércio ao térreo de prédios tem incentivos legais, mas registra até 80% de espaços vazios na capital

Flavia Travassos
Beatriz Cripa
Uma tendência da construção civil promete facilitar a rotina nas cidades. A chamada “fachada ativa” leva lojas e serviços para o térreo dos prédios, mas nem sempre a iniciativa funciona como o previsto.
Pela Lei de Zoneamento de São Paulo, quando a área do lote for superior a 10.000 m² e menor ou igual a 20.000 m², é obrigatória a construção de lojas ou serviços para o comércio local.
“Existem hoje os incentivos que você pode construir mais áreas não computáveis e, se tiver a fachada ativa, a construtora vai poder construir mais metros quadrados, onde, se ela não tivesse fachada ativa, ela não poderia construir aqueles metros quadrados”, diz Andrea Matarazzo, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo.
Esse incentivo à criação de atividades comerciais esbarra em alguns problemas. Em um prédio de luxo, em um bairro rico de São Paulo, o uso da área é irregular. Nesta semana, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento cassou o certificado de conclusão do empreendimento, já que parte da fachada foi transformada em uma área de lazer para os moradores.
Ao SBT, a incorporadora Trisul, responsável pelo edifício, afirmou que eventuais questionamentos do poder público serão devidamente analisados e respondidos.
Existe também a questão da desocupação. Um levantamento da Associação Comercial mostra que até 80% dos espaços comerciais no térreo de prédios da capital paulista estão vazios.









