Zema promete “choque contra a gastança” caso seja eleito
Pré-candidato do Novo propõe corte de gastos acima de Temer, privatizações e revisão de programas sociais


O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema | Andressa Anholete/Agência Senado
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato do Partido Novo à Presidência, defendeu nesta segunda-feira (22) uma agenda de forte ajuste fiscal, com nova reforma da Previdência, reforma administrativa e revisão de programas sociais.
Durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, Zema afirmou que o país precisa de um “choque contra a gastança” e prometeu, se eleito, promover um corte de despesas superior ao implementado no governo Michel Temer.
Segundo o pré-candidato, a redução dos gastos públicos é condição para a queda dos juros e a retomada dos investimentos privados. “Os juros só vão cair na hora de acabar essa gastança”, afirmou. Para ele, o aumento da expectativa de vida exige uma nova rodada de mudanças nas regras previdenciárias, enquanto o setor público precisa de uma reforma administrativa para reduzir custos e aumentar a eficiência.
Zema também defendeu a revisão de programas sociais. Segundo ele, parte dos beneficiários permanece por longos períodos dependente de transferências de renda mesmo diante de oportunidades de emprego formal. Na avaliação do ex-governador, pessoas que recusam sucessivas ofertas de trabalho não deveriam continuar recebendo benefícios.
“No Brasil, eu vou privatizar tudo também. Nós não vamos perder essa oportunidade e aplicar esses recursos para abater a dívida e investir em infraestrutura. Hoje, nós temos estatais que são estratégicas só para os políticos, e não para os brasileiros, além de uma deficiência gigantesca. Dá para valorizar muito as principais estatais com uma gestão boa e levá-las ao mercado [...] Nós já tivemos petrolão, todo mundo aqui se lembra, e muitas outras questões. Estatal serve para a politicagem, e não ao povo”, afirmou.
Mudança na CLT
Zema também prometeu criar uma alternativa ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com modelos mais flexíveis, como contratação por hora. “Hoje o brasileiro não tem opção. Quero criar um regime alternativo, como existe em países desenvolvidos”, afirmou.
Zema também apontou os juros elevados como um dos principais entraves ao crescimento econômico. Para ele, a combinação entre controle de gastos, queda dos juros e aumento da produtividade pode modernizar a indústria, ampliar a competitividade e elevar a renda.
O pré-candidato criticou ainda propostas que, segundo ele, não enfrentam o problema estrutural da baixa produtividade. Como exemplo, citou o debate sobre o fim da escala 6x1, afirmando que medidas desse tipo não aumentariam a renda nem tornariam o país mais rico.















