Vorcaro rebate acusação de organização criminosa, em negociação por delação premiada
Preso na PF de Brasília, banqueiro poderá ter acesso a papel e caneta, por exemplo, o que era restrito na cela anterior


Basília Rodrigues
A defesa de Daniel Vorcaro tenta derrubar a tese de que o banqueiro fazia parte de uma organização criminosa, ao longo do processo de negociação de uma delação premiada.
Sem a confirmação de formação de quadrilha, advogados compreendem que Vorcaro também não poderia receber a classificação de chefe ou líder de organização criminosa, o que ampliaria os benefícios para ele em uma eventual delação.
A lei de colaborações premiadas não proíbe acordo com líderes de grupos criminosos, mas prevê vantagens menores.
Nesta quinta-feira, Vorcaro foi transferido da cela de segurança máxima, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde estava desde o dia 6 de março, para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.
Na nova prisão, Vorcaro estará mais perto da equipe da PF que investiga o Master, comandada pela delegada Janaína Palazzo, e que pode assinar o acordo. As fontes da investigação ainda não cravam se o acordo será com a PF, com a Procuradoria Geral da República (PGR) ou os dois.
Sob regras menos rigorosas, o banqueiro poderá, por exemplo, fazer anotações em papel. Antes havia permissão apenas para os advogados entrarem na cadeia com papel e caneta, o que foi autorizado excepcionalmente. O preso, porém, seguia impossibilitado de ter acesso a material para redigir qualquer texto.









