Viana rebate governistas e diz que votos não foram suficientes para barrar quebra de sigilo de Lulinha
Presidente da CPMI do INSS afirma que eram necessários 16 votos para derrubar a pauta e contraria versão de aliados do governo


Paulo Sabbadin
Soane Guerreiro
O senador e presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), alegou em entrevista ao SBT News que contou apenas sete votos governistas contra o requerimento que pedia a quebra de sigilo de Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante sessão nesta quinta-feira (26).
Os aliados do governo Lula alegam que o placar teria sido de 14 votos a 10 contra o requerimento, como mostram imagens analisadas pelo SBT News.
Viana argumenta que, mesmo com essa contagem, os governistas seriam derrotados, porque a quantidade necessária para derrubar a pauta seria de 16 votos.
“O governo veio hoje com a estratégia de derrubar toda a pauta da CPMI. Eles queriam a votação em bloco e conseguiram a aprovação. Quando esse procedimento foi colocado, foi pedida a verificação de quórum. A partir desse momento, o que passa a contar é a quantidade de parlamentares, incluindo suplentes que votaram juntos com os titulares. O painel marcou 31 que votaram a favor da iniciativa do governo”, afirma o senador.
Após a decisão, uma confusão generalizada tomou conta da sessão. Congressistas da base do governo, como o deputado Rogerio Correia (PT-MG), se aproximaram da mesa da presidência protestando. Houve bate-boca, empurrões e tumulto entre parlamentares.
Na sequência, senadores governistas estiveram reunidos com o presidente do Senado, David Alcolumbre (União Brasil-AP), e pediram a anulação dos requerimentos aprovados na CPMI do INSS e a punição do presidente, senador Carlos Viana.








