Política

Trama golpista: Braga Netto diz que nunca tinha ouvido falar em 'Punhal Verde Amarelo' ou 'Copa 2022'

Ex-ministro da Defesa de Bolsonaro também negou repasse de dinheiro em sacola de vinho

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Foto: Fellipe Sampaio/STF

O último réu da ação que apura a trama golpista a ser interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta terça-feira (10), o general Walter Braga Netto, negou ter conhecimento das operações chamadas de "Punhal Verde Amarelo" e "Copa 2022".

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"Eu só fui ouvir o nome dessas duas operações quando a mídia publicou. Eu nunca tinha ouvido falar", afirmou o ex-ministro da Defesa.

O "Punhal Verde Amarelo" envolvia um plano para matar autoridades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

"Eu fui para fora do Brasil, fiquei nove meses numa área de combate, numa brigada australiana defendendo a democracia. Eu sou um democrata. Eu nunca iria participar de um plano, apoiar um plano que falasse de atentado contra autoridades do Legislativo, Executivo", disse.
"Eu não pedi dinheiro para ninguém e não dei dinheiro nenhum para o Cid. Eu não tinha esse dinheiro, eu não tinha contato com empresários", defendeu.

Braga Netto está preso desde dezembro do ano passado por tentativa de obstrução das investigações. Ele é o único réu a participar do interrogatório por vídeo. O ex-ministro encerrou as oitivas dos acusados do "núcleo 1” da investigação de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, quando Bolsonaro foi derrotado por Lula.

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