Thronicke, sobre cigarros eletrônicos: "Lamento que a Anvisa esteja cedendo a questões políticas"
Senadora defende regulamentação por considerar que os "vapes" estão em um "limbo" legislativo no Brasil
R
Rodrigo Vasconcelos
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticou a postura da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que decidiu manter a proibição de comercialização, fabricação e propaganda dos cigarros eletrônicos no Brasil.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Em entrevista à jornalista do SBT Paola Cuenca, no Perspectivas desta terça-feira (23), Thronicke considerou que os diretores da agência reguladora “cederam a questões políticas”, em uma análise que, para a parlamentar, deveria ser puramente técnica.
“Lamento profundamente que um corpo técnico absolutamente técnico, esteja cedendo a questões políticas, a questões ideológicas. Por quê? Porque os países de primeiro mundo, cerca de 80 países, já regulamentaram colocaram ordem neste consumo desenfreado, porque no Brasil está liberado o consumo”, comentou.
Thronicke é autora de um projeto de lei no Senado que propõe a regulamentação dos chamados “vapes” no Brasil. Por meio do texto, a parlamentar espera que o Congresso crie uma espécie de “freio” ao consumo, e possa controlar as substâncias presentes nestes dispositivos.
“Foi a forma que nós encontramos, e como a Anvisa não regulamentou, estamos determinando por lei, e o PL foi construído baseado nas melhores regulamentações do mundo”, avaliou a senadora.
A Anvisa decidiu pela manutenção, nesta sexta-feira (19), da proibição sobre a comercialização, fabricação, distribuição, controle e propaganda dos cigarros eletrônicos no Brasil.
Esse resultado ocorreu durante reunião da Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa, com unanimidade contra a regulamentação dos chamados "vapes", o que criaria normas para comercializar o produto no país de forma legal.
A opinião geral dos diretores que votaram a favor da proibição considerou que as políticas de saúde devem se direcionar para desestimular e até mesmo proibir o uso dos cigarros eletrônicos.
Assista à entrevista na íntegra:
Thronicke, sobre cigarros eletrônicos: "Lamento que a Anvisa esteja cedendo a questões políticas"Senadora defende regulamentação por considerar que os "vapes" estão em um "limbo" legislativo no BrasilPolítica2024-04-23T18:35:48.788ZA senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticou a postura da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que decidiu manter a proibição de comercialização, fabricação e propaganda dos cigarros eletrônicos no Brasil. Em entrevista à jornalista do SBT Paola Cuenca, no Perspectivas desta terça-feira (23), Thronicke considerou que os diretores da agência reguladora “cederam a questões políticas”, em uma análise que, para a parlamentar, deveria ser puramente técnica. “Lamento profundamente que um corpo técnico absolutamente técnico, esteja cedendo a questões políticas, a questões ideológicas. Por quê? Porque os países de primeiro mundo, cerca de 80 países, já regulamentaram colocaram ordem neste consumo desenfreado, porque no Brasil está liberado o consumo”, comentou. Thronicke é autora de um projeto de lei no Senado que propõe a regulamentação dos chamados “vapes” no Brasil. Por meio do texto, a parlamentar espera que o Congresso crie uma espécie de “freio” ao consumo, e possa controlar as substâncias presentes nestes dispositivos. “Foi a forma que nós encontramos, e como a Anvisa não regulamentou, estamos determinando por lei, e o PL foi construído baseado nas melhores regulamentações do mundo”, avaliou a senadora. A Anvisa decidiu pela manutenção, nesta sexta-feira (19), da proibição sobre a comercialização, fabricação, distribuição, controle e propaganda dos cigarros eletrônicos no Brasil. Esse resultado ocorreu durante reunião da Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa, com unanimidade contra a regulamentação dos chamados "vapes", o que criaria normas para comercializar o produto no país de forma legal. A opinião geral dos diretores que votaram a favor da proibição considerou que as políticas de saúde devem se direcionar para desestimular e até mesmo proibir o uso dos cigarros eletrônicos. Assista à entrevista na íntegra: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/thronicke-sobre-cigarros-eletronicos-lamento-que-a-anvisa-esteja-cedendo-a-questoes-politicas