STF conclui julgamento que torna Eduardo Bolsonaro réu por articular sanções ao Brasil e a autoridades
Decisão unânime da Primeira Turma aponta atuação do deputado em pressões junto ao governo dos EUA para tentar interferir no processo da tentativa de golpe
Warley Júnior
26/11/2025, 13:42 • Atualizado em 27/11/2025, 00:49
compartilhar
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nessa terça-feira (25), o julgamento da denúncia que tornou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi unânime.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O julgamento começou no dia 14 de novembro e, ainda no fim daquele dia, os ministros já haviam formado maioria para aceitar a denúncia. Para o relator, ministro Alexandre de Moraes, há elementos que indicam a participação de Eduardo Bolsonaro em articulações para que o governo norte-americano aplicasse sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras.
Votaram com o relator os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia.
Em setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado no inquérito que investigou sua atuação junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar o julgamento que condenou Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.
Nos últimos meses, o governo de Donald Trump aplicou medidas como o tarifaço sobre exportações brasileiras, suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros do STF, além de sanções financeiras contra Moraes via Lei Magnitsky.
A investigação do caso foi conduzida pela Polícia Federal (PF), que indiciou o parlamentar. Com a decisão do STF, será aberta uma ação penal contra o parlamentar. Na fase de instrução, a defesa poderá indicar testemunhas, apresentar provas e solicitar diligências.
Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença de 120 dias do mandato e mudou-se para os Estados Unidos com a família, alegando perseguição política. Desde 20 de julho, quando a licença terminou, ele não comparece às sessões da Câmara e pode ser alvo de processo de cassação por faltas.
STF conclui julgamento que torna Eduardo Bolsonaro réu por articular sanções ao Brasil e a autoridadesDecisão unânime da Primeira Turma aponta atuação do deputado em pressões junto ao governo dos EUA para tentar interferir no processo da tentativa de golpePolítica2025-11-26T13:42:28.567ZA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nessa terça-feira (25), o julgamento da denúncia que tornou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi unânime. O julgamento começou no dia 14 de novembro e, ainda no fim daquele dia, os ministros já haviam formado maioria para aceitar a denúncia. Para o relator, ministro Alexandre de Moraes, há elementos que indicam a participação de Eduardo Bolsonaro em articulações para que o governo norte-americano aplicasse sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras. Votaram com o relator os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia. Em setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado no inquérito que investigou sua atuação junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar o julgamento que condenou Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. Nos últimos meses, o governo de Donald Trump aplicou medidas como o tarifaço sobre exportações brasileiras, suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros do STF, além de sanções financeiras contra Moraes via Lei Magnitsky. A investigação do caso foi conduzida pela Polícia Federal (PF), que indiciou o parlamentar. Com a decisão do STF, será aberta uma ação penal contra o parlamentar. Na fase de instrução, a defesa poderá indicar testemunhas, apresentar provas e solicitar diligências. Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença de 120 dias do mandato e mudou-se para os Estados Unidos com a família, alegando perseguição política. Desde 20 de julho, quando a licença terminou, ele não comparece às sessões da Câmara e pode ser alvo de processo de cassação por faltas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/stf-conclui-julgamento-que-torna-eduardo-bolsonaro-reu-por-articular-sancoes-ao-brasil-e-a-autoridades
Rope jump: Justiça torna réus acusados por morte em salto
Quatro denunciados passam a responder por homicídio com dolo eventual após jovem de 21 anos morrer ao ser lançada de ponte sem corda de segurança em SP