Skaf diz que PEC governista “engessa” relações trabalhistas
Em entrevista ao SBT News, presidente da Fiesp afirma que texto aprovado na Câmara representa atraso e defende flexibilização da jornada


Paulo Skafe - Reprodução Agência Brasil Fotos
O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, afirmou nesta quinta-feira (28) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada na Câmara dos Deputados, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais de forma escalonada, pode engessar as relações trabalhistas no país. Segundo ele, o tema foi tratado com viés eleitoral.
“Essa PEC aprovada ontem é pura legislação, é o atraso, é um engessamento total. Tudo muito atrasado, nada a ver com o presente e futuro”, declarou Skaf.
Para justificar sua avaliação, ele citou o caso do Chile, país que adotou mudanças semelhantes às debatidas na Câmara. Segundo Skaf, a medida provocou aumento do desemprego e da inflação no país vizinho. O presidente da Fiesp também afirmou que a discussão sobre a proposta foi conduzida de forma eleitoral e que o tema ganhou celeridade anormal.
Em contrapartida, Skaf elogiou a proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). O parlamentar protocolou nesta quinta-feira (28) uma PEC complementar ao texto aprovado na Câmara que extingue a escala de trabalho 6x1.
A proposta da oposição cria uma alternativa à jornada de cinco dias de trabalho e 40 horas semanais prevista na PEC aprovada pelos deputados. Na prática, o texto permite escalas acima desse limite, com remuneração baseada nas horas trabalhadas.
Sobre a proposta alternativa, Skaf afirmou: “PEC flexível, que dá direito das pessoas negociarem seus interesses. Por razões particulares, os trabalhadores podem negociar as horas, mantendo todos os direitos trabalhistas. O moderno é flexibilidade.”















