Política

Senadores vão encontrar Bolsonaro em meio a impasse sobre candidaturas no Rio

Carlos Portinho e Bruno Bonetti visitam o ex-presidente na Papudinha nesta quarta-feira (18)

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Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro manteve seu poder decisório sobre as candidaturas do PL mesmo cumprindo pena em regime fechado. Nesta quarta-feira (18), em mais uma rodada de agendas nas quais as eleições devem ser debatidas, Bolsonaro vai receber na Papudinha os senadores Bruno Bonetti, presidente do PL municipal do Rio de Janeiro, e Carlos Portinho, líder da legenda no Senado.

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O encontro se dá em meio a um impasse sobre a disputa fluminense. Com a saída do senador Flávio Bolsonaro da corrida ao Senado para tentar a Presidência, houve uma proliferação de candidaturas para as duas vagas em aberto.

Entre os nomes que já indicaram interesse em concorrer ao Senado pelo PL estão o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o senador Portinho e o deputado Carlos Jordy. Ao SBT News, Portinho afirmou que vai relatar a Bolsonaro seu apoio à candidatura de Flávio à Presidência e reforçar a intenção de tentar a reeleição.

Nos bastidores, interlocutores do partido afirmam que caberá a Bolsonaro definir uma das duas cadeiras nas disputas ao Senado. A formação de uma maioria de oposição na Casa Alta é uma das prioridades da direita para a disputa deste ano. Do lado do PT, a candidata deve ser a deputada federal Benedita da Silva, que está bem posicionada nas pesquisas.

A definição, porém, passa antes pelo xadrez envolvendo um mandato-tampão no governo do Rio e a possibilidade de o PL lançar uma candidatura própria no estado, o que obrigaria o partido a ceder uma das cadeiras para uma composição política e, de tabela, deve acirrar ainda mais a disputa interna.

Cláudio Castro vai se reunir nos próximos dias com o senador Flávio Bolsonaro e com o presidente do PL no estado, deputado Altineu Côrtes, para discutir a corrida eleitoral. Caso a candidatura ao Senado seja confirmada, Castro deve deixar o governo do Rio até abril deste ano, o que forçaria a realização de uma eleição indireta no estado.

O PL também está dividido sobre o sucessor de Castro. Enquanto o governador trabalha para indicar seu secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, articuladores do PL rejeitam o nome e querem já colocar na disputa para o mandato-tampão um candidato que vislumbre eleger-se ao Palácio da Guanabara por mais quatro anos, garantindo a ele, portanto, uma maior visibilidade antes da corrida contra o prefeito Eduardo Paes.

Entre os cotados do PL para disputar o governo fluminense estão o deputado estadual Douglas Ruas e o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi.

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