Senado vota PL da Adultização e proposta que altera a Lei da Ficha Limpa nesta quarta-feira
Plenário deve analisar nesta quarta o "ECA Digital" e mudanças nas regras de inelegibilidade de políticos condenados
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SBT Brasil
27/08/2025, 01:39 • Atualizado em 27/08/2025, 01:39
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O plenário do Senado, em Brasília | Carlos Moura/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que o plenário vai votar nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que combate a sexualização de crianças e adolescentes em ambientes digitais.
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O texto, de autoria do Senado, voltou à Casa após sofrer mudanças na Câmara dos Deputados. A decisão atendeu a um pedido de urgência do autor do projeto. Com isso, a proposta será discutida diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas.
Se for aprovado sem alterações, o texto seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mudanças na Lei da Ficha Limpa
Alcolumbre também confirmou que o Senado deve votar nesta quarta-feira uma proposta que altera a Lei da Ficha Limpa. A expectativa era de votação na terça, mas a análise foi adiada.
O projeto prevê que o prazo de inelegibilidade para políticos condenados seja unificado em oito anos, a partir da condenação. Pela regra atual, o período só começa a contar após o trânsito em julgado ou o cumprimento da pena, o que pode prolongar o afastamento da vida política.
Com a mudança, o tempo entre a condenação e o trânsito em julgado passaria a ser contabilizado dentro dos oito anos, o que, na prática, encurta o período de inelegibilidade. A proposta tem recebido críticas.
Segundo o presidente do Instituto "Não Aceito Corrupção", Roberto Livianu, a medida enfraquece a legislação: "a relativização desta punição significa destroçar, esmagar, é desnaturar a Lei da Ficha Limpa. Isso é desrespeitar".
Câmara analisa PEC das Prerrogativas
Na Câmara, também nesta quarta, deve ser votada a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como "PEC das Prerrogativas".
O texto altera as regras sobre como deputados e senadores podem ser investigados e punidos pela Justiça. Pela proposta, parlamentares só poderão ser presos em flagrante por crime inafiançável e ficarão sob custódia do Congresso até decisão do plenário. Medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, só terão validade após confirmação do Supremo Tribunal Federal.
Para Roberto Livianu, a proposta contraria a Constituição: "ela vem na contramão do interesse público e da própria Constituição Federal. Se for aprovada, será retirada do mundo jurídico, certamente pelo Supremo Tribunal Federal".
O líder do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer, afirmou que o novo texto será apresentado pelo relator antes da votação: "a partir daí, o texto vai para o plenário para ser discutido e votado. Não está fechado ainda. Ele vai apresentar".
Senado vota PL da Adultização e proposta que altera a Lei da Ficha Limpa nesta quarta-feiraPlenário deve analisar nesta quarta o "ECA Digital" e mudanças nas regras de inelegibilidade de políticos condenadosPolítica2025-08-27T01:39:41.872ZO presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que o plenário vai votar nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que combate a sexualização de crianças e adolescentes em ambientes digitais. O texto, de autoria do Senado, voltou à Casa após sofrer mudanças na Câmara dos Deputados. A decisão atendeu a um pedido de urgência do autor do projeto. Com isso, a proposta será discutida diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas. Conhecido como "ECA Digital", o projeto determina que as plataformas digitais adotem mecanismos de verificação de idade, impeçam o acesso de menores a conteúdos impróprios e ofereçam ferramentas de controle para os responsáveis. O tema . Se for aprovado sem alterações, o texto seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mudanças na Lei da Ficha Limpa Alcolumbre também confirmou que o Senado deve votar nesta quarta-feira uma proposta que altera a Lei da Ficha Limpa. A expectativa era de votação na terça, mas a análise foi adiada. O projeto prevê que o prazo de inelegibilidade para políticos condenados seja unificado em oito anos, a partir da condenação. Pela regra atual, o período só começa a contar após o trânsito em julgado ou o cumprimento da pena, o que pode prolongar o afastamento da vida política. Com a mudança, o tempo entre a condenação e o trânsito em julgado passaria a ser contabilizado dentro dos oito anos, o que, na prática, encurta o período de inelegibilidade. A proposta tem recebido críticas. Segundo o presidente do Instituto "Não Aceito Corrupção", Roberto Livianu, a medida enfraquece a legislação: "a relativização desta punição significa destroçar, esmagar, é desnaturar a Lei da Ficha Limpa. Isso é desrespeitar". Câmara analisa PEC das Prerrogativas Na Câmara, também nesta quarta, deve ser votada a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como "PEC das Prerrogativas". O texto altera as regras sobre como deputados e senadores podem ser investigados e punidos pela Justiça. Pela proposta, parlamentares só poderão ser presos em flagrante por crime inafiançável e ficarão sob custódia do Congresso até decisão do plenário. Medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, só terão validade após confirmação do Supremo Tribunal Federal. Para Roberto Livianu, a proposta contraria a Constituição: "ela vem na contramão do interesse público e da própria Constituição Federal. Se for aprovada, será retirada do mundo jurídico, certamente pelo Supremo Tribunal Federal". O líder do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer, afirmou que o novo texto será apresentado pelo relator antes da votação: "a partir daí, o texto vai para o plenário para ser discutido e votado. Não está fechado ainda. Ele vai apresentar".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/senado-vota-pl-da-adultizacao-e-proposta-que-altera-a-lei-da-ficha-limpa-nesta-quarta-feira
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