Política

Secretário dos EUA confirma tarifas para 1º de agosto: 'Sem mais períodos de carência'

Governo Lula diz que já foram feitas 10 reuniões com os EUA; Alckmin lidera os esforços e comissão do Senado vai a Washington buscar diálogo

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Caroline Vale
27/07/2025, 15:12 • Atualizado em 27/07/2025, 15:12
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Howard Lutnick diz que tarifas dos EUA entrarão em vigor sem adiamentos

Howard Lutnick diz que tarifas dos EUA entrarão em vigor sem adiamentos

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, anunciou que as tarifas impostas pelo país passarão a vigorar em 1º de agosto, sem prorrogações. A afirmação foi feita em entrevista à emissora americana Fox News.

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Sem prorrogações, sem mais períodos de carência. Em 1º de agosto, as tarifas serão definidas. Elas entrarão em vigor. A Alfândega começará a arrecadar o dinheiro”, assegurou Lutnick.

Apesar do tom firme, o secretário também ressaltou que, mesmo após o início das tarifas, os países ainda terão espaço para negociar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Se elas poderão fazê-lo feliz ou não... é outra questão. Mas ele está sempre disposto a negociar e conversar com as grandes economias”, pontuou.

A declaração foi divulgada no perfil oficial da Casa Branca na plataforma X (antigo Twitter), neste domingo (27).

Questionado especificamente sobre as negociações com a União Europeia, Lutnick afirmou que o bloco europeu precisa abrir seus mercados às exportações dos EUA para convencer o presidente Trump a reverter a ameaça de uma tarifa de 30%.

Ele afirmou ainda que a Europa quer encerrar um acordo e chegou a dizer: “Veja, a Europa precisa fazer um acordo. E quer fazer um acordo. E eles estão voando para a Escócia para fazer um acordo com o presidente Trump”.

Lutnick destacou que a UE deve apresentar “um acordo bom o suficiente” e observou que a decisão final caberá ao próprio Trump, que vê cerca de 50% de chance de um entendimento com a União Europeia.

Negociações do Brasil com o EUA

No dia 23, Donald Trump afirmou que impôs tarifas de 50% a países com os quais os EUA mantêm um relacionamento "não tão bom". Embora não tenha citado nomes, o Brasil está entre os alvos. Em 9 de julho, Trump enviou uma carta ao presidente Lula (PT) comunicando formalmente a medida.

"Em alguns casos, é 50% porque o relacionamento não tem sido bom com esses países. Então apenas dissemos: ‘vão pagar 50’. E é isso", afirmou.

Nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que segue disposto a negociar com os EUA. Ele mencionou, na sexta-feira (25), que escalou o vice-presidente Geraldo Alckmin para liderar as negociações, comentando que o ministro tem ligado diariamente para os Estados Unidos para tentar negociar o tarifaço.

"Nós já fizemos 10 reuniões com as pessoas dos Estados Unidos [antes da carta], é preciso conversar e tá aqui o meu negociador número um, ninguém pode dizer que Alckmin não quer conversar, todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele", afirmou o presidente.

Na quinta-feira (24), Alckmin também revelou ter mantido uma conversa de cerca de 50 minutos com Lutnick em 19 de julho, reforçando que o Brasil não saiu da mesa de negociação e permanece disposto a buscar soluções mútuas.

Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), anunciou na quarta-feira (23) que a ida de oito senadores aos Estados Unidos (EUA) na próxima semana busca promover diálogo político sobre as tarifas anunciadas por Donald Trump, mas sem abrir negociação.

Ao SBT News, o senador afirmou que o objetivo da missão é reaproximar os dois países após o aumento das tensões comerciais e "abrir esse canal de diálogo". Trad também disse que o papel dos parlamentares é complementar ao trabalho técnico do governo federal. “Tudo o que vem para ajudar é bem-vindo. Queremos fazer com que o Brasil possa se sentar à mesa no mais alto nível”, afirmou.

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