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União Europeia adia para janeiro assinatura de acordo com Mercosul após pressão de agricultores europeus

Segundo Ursula von der Leyen, decisão atende pedido da Itália; protestos em Bruxelas marcaram cúpula do bloco

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quinta-feira (18) a líderes da União Europeia que a assinatura do acordo comercial entre o bloco e o Mercosul foi adiada para janeiro. A informação foi divulgada pelo jornal Politico, com base em relatos de dois diplomatas.

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De acordo com von der Leyen, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia concordado com um pedido da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, para postergar a assinatura do acordo. O objetivo seria dar tempo ao governo italiano para assegurar aos agricultores do país que eles não serão prejudicados pela concorrência de produtos importados, como carne bovina e aves a preços mais baixos.

Segundo um dos diplomatas ouvidos pelo Politico, uma mudança de posição de última hora por parte de Meloni frustrou a meta de assinar o acordo em 20 de dezembro com os países do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

A decisão ocorre em meio a protestos de agricultores em várias partes da Europa contra o acordo. Em Bruxelas, na Bélgica, centenas de manifestantes chegaram à sede do Parlamento Europeu a bordo de tratores, enquanto líderes do bloco participavam da cúpula para discutir políticas comerciais e agrícolas.

Os agricultores afirmam que o setor enfrenta uma crise prolongada e acusam a União Europeia de comprometer seus meios de subsistência por meio de acordos comerciais internacionais, como o tratado com o Mercosul, além de possíveis cortes no orçamento da Política Agrícola Comum.

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