Salles: crise Master pode diluir e Flávio subir em pesquisas
Para ex-ministor de Bolsonaro, se isso não acontecer, ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seria melhor alternativa do PL



Ricardo Salles (Novo-SP) em entrevista ao Sala de Imprensa | Foto: Reprodução/SBT News
Ex-ministro do governo Bolsonaro, o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) afirmou ao SBT News que acredita em uma retomada da expectativa de voto em Flávio Bolsonaro (PL-SP), se não houver novidades no caso Master.
“Aquilo que de negativo que saiu, se não tiver nada novo, acaba sendo relativizado e diminuído. O tempo vai dizer, estamos longe da eleição”, afirmou ao programa Sala de Imprensa.
Para Salles, a revelação do contato entre Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, de homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, foi grave, mas com o tempo a informação pode perder força.
“Acho o áudio muito grave, senão do ponto de vista jurídico de ser crime ou não, do ponto de vista moral é muito grave. O áudio foi enviado um dia antes de Vorcaro ser preso, momento em que a sociedade brasileira inteira já sabia quem era Vorcaro”, disse.
“Mentira tem perna curta. Quando você conta uma história que não fica de pé, ela acaba aparecendo. Isso é uma campanha à presidência. Tudo isso será esmiuçado até o limite. Agora, diante de tanta coisa errada no governo Lula, pode ser que de certa forma isso fique diluído”, avaliou.
Para Salles, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seria a melhor opção no PL para concorrer à presidência da República no lugar de Flávio, caso o partido seja levado a partir para um candidatura alternativa. “Acho que Michelle é um grande nome. Ela é mulher, teve postura muito correta na presidência do marido, muito leve, muito gentil. A Michelle sempre teve uma postura de consenso”, disse.
Salles, que já contou estar distante de integrantes da família Bolsonaro, afirmou que não irá votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A opção, segundo ele, será votar em Romeu Zema, por ser o pré-candidato de seu partido, o Novo.
Na tentativa de validar uma terceira via, Salles tem defendido uma composição de forças entre Zema e outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).













