Política

Sabino e Fufuca seguem no governo Lula e são afastados por União Brasil e PP

Ministros do Turismo e do Esporte reafirmam lealdade ao presidente da República e provocam reações de suas respectivas siglas do centrão

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Warley Júnior, Felipe Moraes
08/10/2025, 13:54 • Atualizado em 09/10/2025, 01:45
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O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou nesta quarta-feira (8) que vai permanecer no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Horas depois, ele foi afastado do União Brasil, que havia determinado que filiados deixassem cargos ocupados no Executivo. O ministro do Esporte, André Fufuca, também não seguiu orientação partidária e sofreu a mesma punição de sua legenda, o PP. Em reação, disse que segue na Esplanada e que trabalho à frente da pasta está "acima de quaisquer questões e disputas partidárias internas".

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"Hoje o Brasil tem a menor taxa de desemprego da história, 5,6%, e a maior massa salarial, superior a R$ 250 bilhões. Nunca tivemos tantos brasileiros trabalhando com carteira assinada. Esse é o melhor projeto para o Brasil, e por isso fico ao lado do presidente Lula", declarou Sabino, que chegou a entregar carta de demissão ao mandatário no fim de setembro.

A declaração a jornalistas ocorreu em meio à pressão do União Brasil, que tinha dado prazo de 24 horas para que filiados deixassem cargos no Executivo federal, "sob pena de prática de ato de infidelidade partidária". Em entrevista, Sabino destacou resultados do setor e disse que a decisão de ficar é motivada pelo desempenho do turismo e pelo compromisso com seu estado, Pará.

"O Brasil, que nunca recebeu antes nem 7 milhões de turistas estrangeiros, esse ano deve receber 10 milhões. O setor tem faturado como nunca antes, gerando empregos. Então, pelo bem do turismo, pelo bem do povo do Pará e pela realização da COP 30, eu vou permanecer no governo", afirmou.

O ministro ressaltou que conta com o apoio de parte da bancada do União Brasil e defendeu o diálogo com a direção partidária.

"Acho que é possível ainda o diálogo. Vim hoje pessoalmente apresentar a minha defesa nesse processo, que não acho justo. Acredito que o partido tomou decisões apressadas, mas há tempo de buscar entendimento", disse, adiantando que planeja participar da disputa eleitoral ano que vem.

Movimentação de legendas do centrão ocorre a um ano das eleições de 2026. No caso de Fufuca, o deputado licenciado pelo Maranhão foi removido de "todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional" do PP.

"O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática", diz comunicado assinado pelo presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após decisão do PP, Fufuca seguiu caminho de Sabino e também reafirmou lealdade ao presidente da República e ao governo. "Minha fidelidade é, primeiramente ao povo que confiou o seu voto e me concedeu a honra do mandato. Neste sentido, seguirei contribuindo de forma construtiva e dedicada para a boa gestão e governabilidade do país, lado a lado com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva", escreveu em post nas redes sociais.

O ministro do Esporte ainda disse que atuação à frente da pasta está "acima de quaisquer questões e disputas partidárias internas". "Meu posicionamento continuará firme, seguindo focado na tarefa de entregar políticas públicas eficazes, mantendo a palavra e a postura de quem trabalha pelo bem comum. O trabalho não para", acrescentou.

Leia nota do PP sobre afastamento de Fufuca:

"NOTA OFICIAL

O Progressistas comunica que, diante da decisão de desobedecer a orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido.

A Direção Nacional do Progressistas realizará, ainda, intervenção no diretório do Maranhão, retirando o ministro do comando da legenda no estado.

O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática.

Atenciosamente, Ciro Nogueira

Presidente do Progressistas"

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