Política

Quaest: beneficiários do Bolsa Família temem Flávio

Pesquisa aponta ainda que medo de volta da família Bolsonaro ao poder aumentou entre evangélicos; rejeição a possível reeleição de Lula diminuiu

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Beatriz Nogueira
Programa de eventos que Flávio quer retomar ameaça ajuste e teve desvios | Divulgação/Charles Vieira

Programa de eventos que Flávio quer retomar ameaça ajuste e teve desvios | Divulgação/Charles Vieira

O medo de uma eventual volta da família Bolsonaro, com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial, aumentou entre evangélicos e beneficiários do Bolsa Família. Por outro lado, no grupo identificado como “direita não bolsonarista” houve queda de interesse na vitória do senador, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21).

No levantamento encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, os evangélicos que temem uma vitória bolsonarista subiu de 27% para 33%, fora da margem de erro. Já entre os beneficiários do programa social, o índice passou de 58% para 63%.

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No grupo identificado como “direita não bolsonarista”, por outro lado, o percentual dos que preferem uma vitória de Flávio Bolsonaro recuou de 94% para 87%, uma queda de sete pontos percentuais.

A pesquisa mostra números positivos à uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na rodada anterior, 91% da “direita não bolsonarista" temiam a vitória do petista. Agora, o índice caiu para 82%, uma diferença de nove pontos percentuais.

Entre os evangélicos, o percentual dos que temem a vitória de Lula recuou de 56% para 53%, dentro da margem de erro de cinco pontos. A redução também foi registrada entre os beneficiários do Bolsa Família, com 23% desse grupo temendo a reeleição do presidente, antes eles representavam 29%, uma queda de seis pontos percentuais.

Proposta para o Bolsa Família

Entre os beneficiários de programas sociais, o aumento do temor de um retorno da família Bolsonaro ao poder ocorre em meio às discussões sobre uma possível mudança nas regras de permanência no Bolsa Família.

Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, apresentou uma proposta de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio.

A medida prevê que essas pessoas possam continuar recebendo o benefício por até 24 meses após a obtenção de renda. A proposta também estabelece a possibilidade de retorno ao programa caso a nova fonte de renda não se sustente.

https://www.youtube.com/watch?v=YOSa7uKzzbg

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