Transição energética não se fará sem minerais críticos, diz Lula
Em fórum empresarial na Índia, presidente defende soberania sobre reservas estratégicas e firma acordos nas áreas digital, defesa e saúde
SBT News
21/02/2026, 13:45 • Atualizado em 21/02/2026, 13:45
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou neste sábado (21) no Fórum Empresarial na Índia, evento que encerra sua visita de Estado ao parceiro do Brics. Diante de empresários brasileiros e indianos, Lula afirmou que vai criar um Conselho Nacional vinculado à Presidência da República para garantir a soberania do país sobre minerais raros e estratégicos.
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“A transição energética e digital não se fará sem minerais críticos. O Brasil conta com, pelo menos, 26% das reservas mundiais de minerais críticos, tendo apenas 30% de seu território prospectado. Assim como a Índia criou a ‘Missão Nacional de Minerais Críticos’, o Brasil vai criar um Conselho Nacional vinculado à Presidência da República para garantir a nossa soberania”, disse.
No discurso, o presidente também destacou o avanço da relação bilateral desde a criação da parceria estratégica entre os dois países, em 2006. Segundo ele, o comércio bilateral saltou de US$ 2,4 bilhões para US$ 15,2 bilhões em 2025, mas ainda está abaixo do potencial das duas economias.
Lula afirmou que ele e o primeiro-ministro Narendra Modi se comprometeram a trabalhar para elevar o intercâmbio para US$ 20 bilhões “em poucos anos”, meta que, segundo o brasileiro, já pode ser revista para US$ 30 bilhões.
Entre os instrumentos para impulsionar esse crescimento está o acordo sobre Cooperação em Micro, Pequenas e Médias Empresas, assinado durante a visita. A iniciativa deve apoiar a troca de experiências em um setor considerado vital para a geração de empregos.
Lula ressaltou ainda oportunidades em setores de tecnologia de ponta, como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial. A Parceria Digital firmada com a Índia, a primeira desse tipo assinada pelo Brasil, reunirá, segundo Lula, cooperação em inteligência artificial, computação de alto desempenho e startups de base tecnológica.
Na área de energia, o presidente destacou que a Índia é o mercado de bioenergia que mais cresce no mundo, enquanto o Brasil acumula meio século de experiência com etanol e motores flex.
O fórum também marcou a celebração de três acordos de parceria estratégica da Fiocruz com empresas indianas para o desenvolvimento conjunto de vacinas, medicamentos e insumos essenciais. Outro campo apontado como promissor pelo presidente é o de hospitais inteligentes, modelo apresentado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a Bangalore.
Na indústria, Lula destacou a competitividade brasileira em setores de elevado conteúdo tecnológico e valor agregado, como o aeronáutico e o espacial. Ele lembrou que a Índia já é o terceiro maior mercado de aviação comercial do mundo e um dos maiores mercados globais de defesa, com programas ambiciosos de modernização.
“Não queremos apenas vender. Queremos comprar, investir e consolidar nossa presença na Índia, com transferência de tecnologia e formação de pessoal”, afirmou.
Nesse contexto, os acordos assinados pela Embraer com o Grupo Adani e a Mahindra preveem a produção de aeronaves comerciais e de defesa em território indiano, ampliando a cooperação industrial entre os dois países.
Transição energética não se fará sem minerais críticos, diz LulaEm fórum empresarial na Índia, presidente defende soberania sobre reservas estratégicas e firma acordos nas áreas digital, defesa e saúdePolítica2026-02-21T13:45:34.467ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou neste sábado (21) no Fórum Empresarial na Índia, evento que encerra sua visita de Estado ao parceiro do Brics. Diante de empresários brasileiros e indianos, Lula afirmou que vai criar um Conselho Nacional vinculado à Presidência da República para garantir a soberania do país sobre minerais raros e estratégicos. “A transição energética e digital não se fará sem minerais críticos. O Brasil conta com, pelo menos, 26% das reservas mundiais de minerais críticos, tendo apenas 30% de seu território prospectado. Assim como a Índia criou a ‘Missão Nacional de Minerais Críticos’, o Brasil vai criar um Conselho Nacional vinculado à Presidência da República para garantir a nossa soberania”, disse. No discurso, o presidente também destacou o avanço da relação bilateral desde a criação da parceria estratégica entre os dois países, em 2006. Segundo ele, o comércio bilateral saltou de US$ 2,4 bilhões para US$ 15,2 bilhões em 2025, mas ainda está abaixo do potencial das duas economias. Lula afirmou que ele e o primeiro-ministro Narendra Modi se comprometeram a trabalhar para elevar o intercâmbio para US$ 20 bilhões “em poucos anos”, meta que, segundo o brasileiro, já pode ser revista para US$ 30 bilhões. Entre os instrumentos para impulsionar esse crescimento está o acordo sobre Cooperação em Micro, Pequenas e Médias Empresas, assinado durante a visita. A iniciativa deve apoiar a troca de experiências em um setor considerado vital para a geração de empregos. Lula ressaltou ainda oportunidades em setores de tecnologia de ponta, como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial. A Parceria Digital firmada com a Índia, a primeira desse tipo assinada pelo Brasil, reunirá, segundo Lula, cooperação em inteligência artificial, computação de alto desempenho e startups de base tecnológica. Na área de energia, o presidente destacou que a Índia é o mercado de bioenergia que mais cresce no mundo, enquanto o Brasil acumula meio século de experiência com etanol e motores flex. O fórum também marcou a celebração de três acordos de parceria estratégica da Fiocruz com empresas indianas para o desenvolvimento conjunto de vacinas, medicamentos e insumos essenciais. Outro campo apontado como promissor pelo presidente é o de hospitais inteligentes, modelo apresentado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a Bangalore. Na indústria, Lula destacou a competitividade brasileira em setores de elevado conteúdo tecnológico e valor agregado, como o aeronáutico e o espacial. Ele lembrou que a Índia já é o terceiro maior mercado de aviação comercial do mundo e um dos maiores mercados globais de defesa, com programas ambiciosos de modernização. “Não queremos apenas vender. Queremos comprar, investir e consolidar nossa presença na Índia, com transferência de tecnologia e formação de pessoal”, afirmou. Nesse contexto, os acordos assinados pela Embraer com o Grupo Adani e a Mahindra preveem a produção de aeronaves comerciais e de defesa em território indiano, ampliando a cooperação industrial entre os dois países.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/presidente-lula-discursa-no-forum-empresarial-na-india
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