PL Antifacção não é ruim, mas copia projetos do Congresso, diz líder da bancada da bala
Deputado Alberto Fraga critica tentativa do governo Lula de se apresentar como autor de medidas já votadas pelo Legislativo


O deputado Alberto Fraga | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O deputado Alberto Fraga (PL-DF), líder da bancada da Segurança Pública, conhecida como bancada da bala, disse que o projeto de lei Antifacção, enviado pelo Ministério da Justiça para análise do Palácio do Planalto, “não tem nada de ruim”, mas repete medidas já discutidas e aprovadas no Congresso Nacional.
Segundo ele, o Planalto tenta se apropriar de pautas legislativas para transformar o tema da segurança pública em vitrine política às vésperas de 2026.
“O governo está querendo achar que está descobrindo o ovo, quando, na verdade, a galinha já chocou há muito tempo”, declarou Fraga em entrevista ao SBT News ao lembrar que a Câmara já aprovou outros textos que aumentam penas e classificam facções como grupos terroristas.
Fraga disse que não há problema no conteúdo da proposta, mas criticou a tentativa do Executivo de apresentar o texto como se fosse uma criação inédita.
“É lamentável que o governo queira aparecer como autor dessas propostas. Nós votamos seis ou sete projetos com esse conteúdo, mas o Executivo agora tenta vender como se fosse inédito”, afirmou.
Para o deputado, a única inovação real seria a criação de uma Agência Nacional de Combate ao Crime Organizado, que acabou sendo retirada da proposta após resistência da Polícia Federal (PF).
“Curioso é que o mesmo governo que recusou essa agência quis criar uma para controlar redes sociais”, afirmou.
O parlamentar também associou o movimento do Planalto a uma estratégia eleitoral.
“O governo está preocupado com 2026 e quer assumir a bandeira da segurança pública. Só que isso não se faz copiando projetos do Congresso, e sim com diálogo e conhecimento de causa”, declarou.
Apesar das críticas à postura política do Executivo, Fraga elogiou o conteúdo do texto.
“O projeto não tem nada de ruim. O que me estranha é o governo do PT, que sempre foi contra aumentar penas, agora querer fazer isso por conveniência”, concluiu.













