Política

Ausência de Michelle ofusca convenção do PL em Brasília

Ex-primeira-dama foi internada com quadro de enxaqueca no sábado (1) e recebeu alta enquanto convenção era realizada

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Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado | Foto: Reprodução

Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado | Foto: Reprodução

A convenção do PL do Distrito Federal neste domingo (2) acabou ofuscada pela ausência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que passou o dia internada com crise de enxaqueca em um hospital de Brasília e frustrou as expectativas de estar pela primeira vez no mesmo palanque do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-DF).

A presença era esperada para consolidar um gesto de paz e reaproximação da esposa de Jair Bolsonaro com o filho mais velho do ex-presidente, depois de um mês de julho marcado por conflitos públicos envolvendo escolhas de chapa no Ceará.

Articuladores do PL, dentre os quais o seu presidente, Valdemar Costa Neto, e a senadora Damares Alves entraram em campo para apaziguar a crise e convenceram Michelle a gravar um vídeo dizendo aceitar as desculpas de Flávio e estar preparada para uma conversa de alinhamento, o que ainda não ocorreu.

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O evento deste domingo serviria como símbolo da conciliação de ambos, com Michelle se lançando candidata ao Senado pelo DF e apoiando a candidatura de Flávio em um discurso presencial. A ex-primeira-dama até participou da convenção nacional do partido em 25 de julho, mas por vídeo e com uma única menção ao enteado.

Na sexta, Michelle esteve com Valdemar para dar seu parecer sobre concorrer ou não a senadora. Deixou a reunião dizendo que trataria da questão com o marido, mas que tinha como prioridade os cuidados com sua saúde – Bolsonaro ainda se recupera de quadro de broncopneumonia, diagnosticado em março, e convive com episódios recorrentes de soluções gástricas enquanto cumpre regime de prisão domiciliar.

Aceitar concorrer ao Senado, nesse sentido, implica ter Michelle envolvida em campanha por ao menos um mês e meio a partir de 16 de agosto, dando menos atenção a Bolsonaro, que está proibido de receber outras visitas sem autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estou presa com o meu marido, o que me impossibilita de fazer campanha. [...] Mas estou cuidando dele. Prioridade, né. Não posso contar com ninguém nesse momento", afirmou na sexta a jornalistas.

A chapa do partido em Brasília inclui a deputada Bia Kicis (PL-DF) à outra vaga no Senado e um apoio a Celina Leão, do PP, atual governadora. Kicis herdou o lugar que seria de direito do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), mas a suspeita de envolvimento do emedebista nas operações fraudulentas envolvendo o Banco de Brasília e o Master o levaram a desistir de concorrer.

Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 20 de julho mostra que Michelle tem 36% das intenções de voto, atrás numericamente da atual senadora Leila do Vôlei (PDT), que marca 39,2%. Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) soma 28,4%, em terceiro lugar. Neste ano, os eleitores escolhem dois senadores em cada estado.

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