PGR apoia assistência religiosa e redução de pena por leitura para Bolsonaro, mas rejeita acesso a Smart TV
Segundo Paulo Gonet, a conexão permanente à internet dificultaria o controle sobre o uso de redes sociais e a comunicação com terceiros



Soane Guerreiro
Jessica Cardoso
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta quarta-feira (14) pelo deferimento parcial dos pedidos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet se posicionou favoravelmente à assistência religiosa, ao início de atividades de leitura para redução de pena e à realização de vistoria institucional no local de prisão, mas foi contrário ao acesso a uma Smart TV com conexão à internet.
Para Gonet, o acesso à internet dificultaria o controle sobre eventual uso de redes sociais ou comunicação com pessoas não autorizadas, o que poderia comprometer a disciplina e as restrições impostas pela Justiça ao ex-presidente.
Como alternativa, o PGR sugere que o acompanhamento de notícias ocorra por meios que não permitam “interação direta ou indireta com terceiros”, como TV a cabo sem acesso à internet, desde que os custos sejam pagos por Bolsonaro.
As manifestações de Gonet atendem a uma determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso. Caberá agora ao magistrado decidir se acolhe ou rejeita os pedidos apresentados pelos advogados de Bolsonaro.









