Política

PF mira advogados ligados a Sóstenes Cavalcante

Operação investiga origem de mais de R$ 450 mil encontrados em apartamento do deputado; ele e o correligionário Carlos Jordy foram alvos de buscas em dezembro

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Anita Prado, Felipe Moraes

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a operação Galho Fraco II, que aprofunda investigação sobre supostos desvios envolvendo recursos da cota parlamentar. A PF mira advogados ligados ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, para apurar a origem de mais de R$ 450 mil encontrados em apartamento funcional do parlamentar, em fase anterior da força-tarefa.

Mandados judiciais foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e foram cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais para "coleta e preservação de elementos de prova", segundo a PF. Durante as buscas, agentes encontraram dinheiro e relógios de luxo nas casas de advogados no DF. Policiais acharam notas dentro de livros falsos de direito.

Agentes federais encontraram dinheiro em livros falsos de direito na casa de um dos advogados de Sóstenes em Brasília | Divulgação/PF
Agentes federais encontraram dinheiro em livros falsos de direito na casa de um dos advogados de Sóstenes em Brasília | Divulgação/PF
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A ação de hoje aconteceu no âmbito da terceira fase da força-tarefa Rent a Car e é um desdobramento da operação que fez buscas contra Sóstenes e o correligionário Carlos Jordy (PL-RJ) em dezembro passado.

À época, a PF encontrou R$ 468,7 mil em espécie em um endereço vinculado a Sóstenes. Um dos alvos da ação de hoje foi um advogado ligado ao congressista que apresentou a versão de que essa quantia seria fruto da venda de um imóvel. O SBT News procurou o deputado e aguarda resposta.

Dinheiro apreendido durante cumprimento de mandado | Divulgação/PF
Dinheiro apreendido durante cumprimento de mandado | Divulgação/PF

A apuração avança, na atual fase, investigando a movimentação e destinação de dinheiro da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Em etapas anteriores, a operação identificou supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos a partir desses recursos — daí o nome da força-tarefa, Rent a Car ("alugue um carro").

Balanço parcial de apreensões:

  • Aproximadamente R$ 160 mil e US$ 502 (cerca de R$ 2.611) em espécie;
  • Celulares, relógios de luxo e notebook.
"As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual", explicou a PF.

A investigação apura suspeita dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Dinheiro em espécie e relógio de luxo encontrados pela PF durante buscas em endereços de alvos | Divulgação/Polícia Federal
Dinheiro em espécie e relógio de luxo encontrados pela PF durante buscas em endereços de alvos | Divulgação/Polícia Federal

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