Política

PF indicia suplente de Alcolumbre em investigação sobre desvio de recursos públicos

Apuração sobre fraudes em contratos no Amapá é uma das frentes que causa desgaste e tensão nos bastidores entre presidente do Senado e governo

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Anita Prado
22/05/2026, 14:00 • Atualizado em 22/05/2026, 14:01
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Alcolumbre no plenário da Câmara durante sessão conjunta do Congresso Nacional | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado

Alcolumbre no plenário da Câmara durante sessão conjunta do Congresso Nacional | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado

A Polícia Federal concluiu o inquérito que apura suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá e indiciou o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Ele é apontado pela investigação como integrante de um grupo suspeito de atuar para direcionar contratos públicos e foi indiciado por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa.

A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo SBT News.

O caso é uma das duas frentes de investigação dentro da Polícia Federal que provocam tensão nos bastidores com Davi Alcolumbre, segundo apuração do SBT News.

De acordo com integrantes da corporação, embora o inquérito tenha sido concluído, ainda há possibilidade de novos desdobramentos a partir do caso.

Outra investigação acompanhada pela PF envolve aportes de R$ 400 milhões de fundos previdenciários no banco Master, no Amapá.

O principal investigado, Jocildo Silva Lemos, é próximo de Alcolumbre e já agradeceu publicamente ao senador por sua indicação ao cargo de diretor-presidente da Amapá Previdência, cargo que ele ocupou até a deflagração da operação da PF sobre fraudes no órgão.

Um irmão do presidente do Senado, Alberto Alcolumbre, ocupou cargo de conselheiro fiscal da autarquia.

No caso do Dnit, a PF afirma que Breno exercia influência sobre a superintendência regional do órgão no Amapá e atuava em tratativas envolvendo contratos e liberações de recursos.

Entre os elementos reunidos pela investigação está o monitoramento do empresário após um saque de R$ 350 mil em espécie em uma agência bancária. Segundo os investigadores, logo depois ele entrou em um veículo registrado em nome de uma empresa ligada a familiares de Alcolumbre.

Procurada, a assessoria do presidente do Senado afirmou que “não procede” a tentativa de associar decisões institucionais do Senado às investigações citadas.

Em nota, disse ainda que Alcolumbre não é investigado, desconhece o teor das apurações mencionadas e “não possui qualquer relação com os fatos”.

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