Analista vê Caiado como o mais competitivo contra Lula
Wilson Pedroso avalia que Flávio tem mais chances de chegar ao segundo turno, enquanto Renan Santos é o nome que mais cresce na direita

Os pré-candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro, Lula e Ronaldo Caiado | Thiago Fontenele/SBT News
O consultor eleitoral Wilson Pedroso, do instituto Real Time Big Data, afirmou, em entrevista ao SBT News nesta terça-feira (21), que o principal desafio da direita nas eleições presidenciais de 2026 não é ampliar sua votação, mas definir qual pré-candidato reúne as melhores condições de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Na avaliação dele, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), é o nome mais competitivo para enfrentar o petista na fase decisiva da disputa.
Segundo Pedroso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o candidato que apresenta maior condição de chegar ao segundo turno, enquanto o empresário Renan Santos (Partido Missão) desponta como o nome com a maior taxa de crescimento entre na direita. Para o consultor, o cenário ainda está em consolidação e dependerá da capacidade de unificação do campo conservador.
"O problema não é a falta de votos, mas quem consegue juntar tudo e vencer o presidente Lula", afirmou. Para ele, a fragmentação das candidaturas é o principal obstáculo para a oposição.
Na avaliação do especialista, os levantamentos eleitorais mostram que o conjunto dos principais pré-candidatos da direita já supera numericamente o presidente no primeiro turno, mas isso não garante vitória na eleição.
"Somando os quatro candidatos no primeiro turno, a direita tem 51%. Agora, o momento é achar quem tem condições reais para ganhar do presidente Lula. Em uma eleição polarizada, em uma eleição de rejeição, quem tem menos rejeição acaba tendo chances maiores de vencer o presidente atual do país", disse.
Pedroso ressalta que, em disputas polarizadas, a rejeição costuma ser um fator tão importante quanto a intenção de voto. Segundo ele, o candidato capaz de atrair eleitores de diferentes grupos e reduzir resistências tende a chegar ao segundo turno em melhores condições de ampliar sua base eleitoral.
As declarações ocorrem em meio às articulações para a definição do candidato que representará a direita na corrida ao Palácio do Planalto. Além de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Renan Santos, outros nomes buscam espaço no campo oposicionista, enquanto o presidente Lula trabalha para consolidar sua base de apoio e buscar a reeleição em 2026.
Pesquisa Real Time Big Data
Na simulação contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula aparece com 45% das intenções de voto, ante 42% do senador. Brancos e nulos somam 8%, e 5% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam. Em relação à última pesquisa, de junho, Lula manteve o percentual, enquanto Flávio subiu 2%.
Lula também lidera em um eventual segundo turno com Romeu Zema (Novo), com 44% das intenções de voto, ante 38% do governador. O mesmo acontece numa possível disputa entre o presidente e Renan Santos (Missão), com o petista registrando 44% e o empresário 35%. Já com Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece tecnicamente empatado, com 43%, ante 44% do ex-governador.
Entre as propostas, o fim do foro privilegiado para deputados e senadores aparece como uma das medidas mais bem recebidas pelos entrevistados. O tema foi considerado muito importante por 80% dos participantes.
A reforma do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo mandato de 15 anos para ministros, idade mínima de 60 anos para indicação, fim das decisões monocráticas e possibilidade de impeachment automático com aprovação da maioria do Senado, foi considerada muito importante por 72% dos entrevistados.
Também recebeu apoio expressivo a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A proposta foi considerada muito importante por 54% dos participantes.
Por outro lado, propostas relacionadas à jornada de trabalho apresentaram divisão maior. O fim da escala 6x1 e a substituição pelo modelo 5x2 foi considerado muito importante por 34% dos entrevistados, enquanto 21% avaliaram a medida como pouco importante.

















