Pesquisas apontam bolsonarismo próximo à maioria no Senado
Equilíbrio registrado no início de agosto, antes do acirramento da crise no STF, dá lugar a avanço de candidatos aliados a Jair Bolsonaro
Ranier Bragon
Plenário do Senado durante votação | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado
A menos de duas semanas das eleições as pesquisas mostram uma vantagem de bolsonaristas na disputa ao Senado, alterando o cenário de equilíbrio do início da campanha e colocando o campo aliado ao ex-presidente com melhores chances de obter a maioria absoluta da Casa a partir de 2027.
O avanço nas pesquisas ocorre em meio à crise que une o caso Master ao STF (Supremo Tribunal Federal) e alavanca as campanhas de candidatos que prometem aprovar impeachment de integrantes da mais alta corte do país.
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Levantamento do SBT News aponta bolsonaristas, por ora, como favoritos para a obtenção de 25 cadeiras, sendo que candidatos mais alinhados ao governo Lula estão nessa situação em 18 casos – outras oito vagas têm como líderes nas pesquisas nomes sem alinhamento automático com nenhum dos dois grupos, e apenas 3 aparecem com caráter mais indefinido.
Caso as atuais pesquisas se materializem em votos no dia 4, os aliados de Jair Bolsonaro ficariam com ao menos 40 das 81 cadeiras do Senado –apenas uma a menos da maioria absoluta–, somadas as cadeiras de senadores eleitos em 2022 que não estarão em disputa neste ano.
O grupo mais alinhado ao governo teria pelo menos 27 e o bloco sem alinhamento automático, 11.
Esse possível cenário deixaria a pretensão de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) de se reeleger para a presidência do Senado em fevereiro condicionada à tarefa de demover o bolsonarismo da expectativa de emplacar um nome próprio no comando da casa –Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS), por exemplo.
Além disso, ficaria mais próximo um cenário de impeachment de ministro do STF, o que jamais ocorreu na história, já que o número mínimo necessário, 54, poderia se completar com independentes e até aliados do campo lulista –diante das suspeitas de envolvimento de ministros do STF no escândalo do Master, alguns passaram a dizer que não descartam essa hipótese.
No grupo sem alinhamento automático a Bolsonaro ou Lula há uma presença majoritária de políticos identificados com a centro-direita ou a direita, como Gracinha Caiado (União-GO) e Carlos Viana (PSD-MG), esse último algoz dos governistas desde que presidiu a CPMI do INSS e claramente defensor de impeachment de ministros do STF.
No início de agosto, antes da abertura oficial das campanhas e antes do acirramento da crise no STF, o cenário das pesquisas era de equilíbrio de favoritismo entre candidatos bolsonaristas e lulistas: 19 a 20, respectivamente.
Desde então, por exemplo, nomes como os de Gustavo Gayer (PL-GO), Ciro Nogueira (PP-PI), Nicoletti (PL-RR), Marcel van Hattem (Novo-RS), Carlos Jordy (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) passaram a figurar com boas chances de obter uma das duas vagas em disputa em seus estados.
No sentido contrário, o de governistas que vêem a eleição sob ameaça, Renan Calheiros (MDB), por exemplo, aparece em algumas sondagens sob risco de perder a reeleição para Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).
Pesquisas ao Senado, porém, devem ser vistas com mais cautela já que além de reviravoltas poderem ocorrer até o dia 4, tradicionalmente boa parte do eleitorado tende a definir seus candidatos às vésperas da disputa.
Neste ano, serão eleitos dois senadores por cada unidade da federação, o que vai renovar 54 das 81 cadeiras do Senado.
Pesquisas apontam bolsonarismo próximo à maioria no SenadoEquilíbrio registrado no início de agosto, antes do acirramento da crise no STF, dá lugar a avanço de candidatos aliados a Jair BolsonaroPolítica2026-09-23T11:54:38.422ZA menos de duas semanas das eleições as pesquisas mostram uma vantagem de bolsonaristas na disputa ao Senado, alterando o cenário de equilíbrio do início da campanha e colocando o campo aliado ao ex-presidente com melhores chances de obter a maioria absoluta da Casa a partir de 2027. O avanço nas pesquisas ocorre em meio à crise que une o caso Master ao STF (Supremo Tribunal Federal) e alavanca as campanhas de candidatos que prometem aprovar impeachment de integrantes da mais alta corte do país. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Levantamento do SBT News aponta bolsonaristas, por ora, como favoritos para a obtenção de 25 cadeiras, sendo que candidatos mais alinhados ao governo Lula estão nessa situação em 18 casos – outras oito vagas têm como líderes nas pesquisas nomes sem alinhamento automático com nenhum dos dois grupos, e apenas 3 aparecem com caráter mais indefinido. + Caso as atuais pesquisas se materializem em votos no dia 4, os aliados de Jair Bolsonaro ficariam com ao menos 40 das 81 cadeiras do Senado –apenas uma a menos da maioria absoluta–, somadas as cadeiras de senadores eleitos em 2022 que não estarão em disputa neste ano. O grupo mais alinhado ao governo teria pelo menos 27 e o bloco sem alinhamento automático, 11. Esse possível cenário deixaria a pretensão de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) de se reeleger para a presidência do Senado em fevereiro condicionada à tarefa de demover o bolsonarismo da expectativa de emplacar um nome próprio no comando da casa –Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS), por exemplo. Além disso, ficaria mais próximo um cenário de impeachment de ministro do STF, o que jamais ocorreu na história, já que o número mínimo necessário, 54, poderia se completar com independentes e até aliados do campo lulista –diante das suspeitas de envolvimento de ministros do STF no escândalo do Master, alguns passaram a dizer que não descartam essa hipótese. No grupo sem alinhamento automático a Bolsonaro ou Lula há uma presença majoritária de políticos identificados com a centro-direita ou a direita, como Gracinha Caiado (União-GO) e Carlos Viana (PSD-MG), esse último algoz dos governistas desde que presidiu a CPMI do INSS e claramente defensor de impeachment de ministros do STF. No início de agosto, antes da abertura oficial das campanhas e antes do acirramento da crise no STF, o cenário das pesquisas era de equilíbrio de favoritismo entre candidatos bolsonaristas e lulistas: 19 a 20, respectivamente. Desde então, por exemplo, nomes como os de Gustavo Gayer (PL-GO), Ciro Nogueira (PP-PI), Nicoletti (PL-RR), Marcel van Hattem (Novo-RS), Carlos Jordy (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) passaram a figurar com boas chances de obter uma das duas vagas em disputa em seus estados. No sentido contrário, o de governistas que vêem a eleição sob ameaça, Renan Calheiros (MDB), por exemplo, aparece em algumas sondagens sob risco de perder a reeleição para Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB). + Pesquisas ao Senado, porém, devem ser vistas com mais cautela já que além de reviravoltas poderem ocorrer até o dia 4, tradicionalmente boa parte do eleitorado tende a definir seus candidatos às vésperas da disputa. Neste ano, serão eleitos dois senadores por cada unidade da federação, o que vai renovar 54 das 81 cadeiras do Senado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pesquisas-apontam-bolsonarismo-proximo-a-maioria-no-senado
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