Política

TSE atende Flávio e manda Lula apagar vídeo sobre Master

Decisão liminar atende a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e determina a remoção do conteúdo em até 24 horas

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Eduardo Gayer
Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou nesta terça-feira (22) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, apague de suas redes sociais um vídeo gravado no Palácio da Alvorada sobre o caso Master.

No vídeo, gravado em 3 de setembro, Lula pede uma reforma do Judiciário. O conteúdo foi publicado no YouTube, Instagram, Facebook e X, em canais oficiais da campanha de Lula.

Segundo Nunes Marques, o cenário da gravação não era neutro, porque incluía a bandeira nacional e outros elementos associados ao exercício do cargo presidencial. O ministro entendeu que a utilização desse ambiente poderia caracterizar o uso da estrutura pública em benefício eleitoral, em desacordo com o artigo 19 da Resolução TSE nº 23.735/2024.

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A decisão determinou:

  • remoção do vídeo no prazo de 24 horas;
  • proibição de utilização do material na propaganda eleitoral gratuita;
  • envio de ofícios ao YouTube, Instagram, Facebook e X para retirada direta das publicações;
  • apresentação, pela Presidência da República, pela Secretaria de Comunicação Social e pelo Gabinete de Segurança Institucional, de informações sobre a origem dos recursos e da equipe usados na produção.

Os órgãos terão cinco dias para apresentar os esclarecimentos solicitados.

TSE nega preservação integral do vídeo pelas plataformas

O ministro rejeitou o pedido de preservação cautelar integral do conteúdo pelas plataformas. Segundo a decisão, já existe um relatório técnico da empresa Verifact que preservou o material questionado. Por isso, não haveria necessidade de impor a mesma obrigação às redes sociais.

A decisão é provisória e ainda poderá ser modificada no curso do processo. O mérito da representação, que definirá se houve ou não irregularidade eleitoral, ainda será analisado.

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