Política

STJ nega habeas corpus e mantém prisão de Milton Leite

Ex-vereador é investigado por suposto envolvimento com esquema do PCC no transporte coletivo de São Paulo; ele nega as acusações

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José Matheus Santos, Vicklin Moraes
Milton Leite | Reprodução/ALESP

Milton Leite | Reprodução/ALESP

O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quarta-feira (23) o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Milton Leite e manteve a prisão temporária do ex-vereador.

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Leite foi preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo de São Paulo. O ex-vereador nega as acusações e afirma ser inocente.

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A operação é um desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024. Na ocasião, as investigações identificaram uma rede de comunicação utilizada pelo PCC para manter contato entre integrantes da organização dentro e fora dos presídios, com participação de advogados.

A apuração também identificou lideranças ligadas às chamadas “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”, além de uma suposta tentativa de infiltração do crime organizado nas eleições municipais de 2024 por meio do lançamento de candidatos.

Nesta nova fase, os investigadores apontaram uma possível atuação de advogados em conluio com integrantes do crime organizado e suspeitas de infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior de São Paulo.

Entre as empresas investigadas está a Transwolff. A polícia e o Ministério Público suspeitam que Milton Leite seja o proprietário de fato da empresa, embora não figure formalmente como dono. O ex-vereador nega a acusação e afirma que nunca foi proprietário da companhia.

Milton Leite foi vereador de São Paulo por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Ele deixou o Legislativo no fim de 2024, após 28 anos no cargo.

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