PDT entra com ação no STF para anular eleição de Douglas Ruas na Alerj
Partido diz que rito realizado na sexta-feira (17) deveria ter sido feito em votação secreta
SBT News
Plenário da Alerj | Reprodução
O PDT entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (20) para anular a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada na sexta-feira (17). O pleito elegeu como presidente da Alerj o deputado estadual Douglas Ruas (PL), candidato único ao posto após Vitor Júnior (PDT) retirar-se da disputa.
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Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) com pedido de liminar, o partido sustenta que uma nova eleição deve ser realizada obrigatoriamente por voto secreto, em conformidade com o modelo constitucional federal e com a jurisprudência do STF. A peça é assinada pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.
O PDT também pede que seja declarada a inconstitucionalidade do voto nominal aberto nesse tipo de eleição, assim como de quaisquer atos normativos ou administrativos que o sustentem. Segundo a sigla, a prática viola preceitos fundamentais da Constituição. Também aponta que houve um vício formal na alteração do Regimento Interno da Alerj.
Os advogados do partido afirmam que a condução do procedimento ocorreu de forma ilegal e em um cenário de instabilidade institucional, o que teria impedido um ambiente adequado para a deliberação.
Antes do pleito, a Justiça do Rio já havia negado um pedido do PDT para que a votação na Alerj fosse secreta. O partido argumentava que o voto aberto expunha os deputados estaduais à pressão e retaliações dado o cenário de incerteza sobre a sucessão no Rio desde a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL).
“A substituição do regime de votação, originalmente secreto, por uma votação aberta, implementada sem respaldo em processo legislativo válido, não apenas rompe com o padrão federal, mas, sobretudo, compromete a função que aquele modelo busca assegurar: a liberdade real de deliberação parlamentar", diz o partido na ADPF.
A eleição de Douglas Ruas pode impactar na escolha do governador que exercerá um mandato tampão no estado. O STF tem 4 votos a 1 a favor da eleição indireta – ou seja, uma escolha feita pela Alerj, o que levaria Ruas ao governo. O julgamento foi paralisado após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A Corte analisa o tema na Reclamação Constitucional (RCL) 92644. Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin foi o único até o momento a votar a favor da realização de eleição direta, com participação popular. Já os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia são favoráveis ao pleito indireto por preocupações com o prazo para a realização de uma eleição e seus custos para a Justiça Eleitoral.
Até nova deliberação, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, segue no comando do Executivo estadual.
PDT entra com ação no STF para anular eleição de Douglas Ruas na AlerjPartido diz que rito realizado na sexta-feira (17) deveria ter sido feito em votação secretaPolítica2026-04-20T23:23:56.428ZO PDT entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (20) para anular a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada na sexta-feira (17). O pleito candidato único ao posto após Vitor Júnior (PDT) retirar-se da disputa. Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) com pedido de liminar, o partido sustenta que uma nova eleição deve ser realizada obrigatoriamente por voto secreto, em conformidade com o modelo constitucional federal e com a jurisprudência do STF. A peça é assinada pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi. + O PDT também pede que seja declarada a inconstitucionalidade do voto nominal aberto nesse tipo de eleição, assim como de quaisquer atos normativos ou administrativos que o sustentem. Segundo a sigla, a prática viola preceitos fundamentais da Constituição. Também aponta que houve um vício formal na alteração do Regimento Interno da Alerj. Os advogados do partido afirmam que a condução do procedimento ocorreu de forma ilegal e em um cenário de instabilidade institucional, o que teria impedido um ambiente adequado para a deliberação. Antes do pleito, a Justiça do Rio . O partido argumentava que o voto aberto expunha os deputados estaduais à pressão e retaliações dado o cenário de incerteza sobre a sucessão no Rio desde a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). “A substituição do regime de votação, originalmente secreto, por uma votação aberta, implementada sem respaldo em processo legislativo válido, não apenas rompe com o padrão federal, mas, sobretudo, compromete a função que aquele modelo busca assegurar: a liberdade real de deliberação parlamentar", diz o partido na ADPF. A eleição de Douglas Ruas pode impactar na escolha do governador que exercerá um mandato tampão no estado. O – ou seja, uma escolha feita pela Alerj, o que levaria Ruas ao governo. O julgamento foi paralisado após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A Corte analisa o tema na Reclamação Constitucional (RCL) 92644. Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin foi o único até o momento a votar a favor da realização de eleição direta, com participação popular. Já os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia são favoráveis ao pleito indireto por preocupações com o prazo para a realização de uma eleição e seus custos para a Justiça Eleitoral. Até nova deliberação, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, segue no comando do Executivo estadual. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pdt-entra-com-acao-no-stf-para-anular-eleicao-de-douglas-ruas-na-alerj
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