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A investigação aponta repasses mensais do Master ao senador que chegam à cifra dos R$ 500 mil, além do custeio de viagens, de contas de restaurantes e a aquisição de uma empresa em valores subvalorizados.
Ciro Nogueira foi alvo de buscas, teve o aparelho telefônico apreendido e está impedido de manter contato com outros investigados. Um deles é seu irmão, Raimundo Nogueira, administrador da empresa da família que teria viabilizado o recebimento dos recursos. Raimundo terá de ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica.
Aliados do senador afirmam que a operação foi uma “violência” contra o irmão de Ciro e tentam minimizar a apresentação de uma emenda feita pelo Master dizendo que é comum que parlamentares acatem sugestões de empresas e categorias. Em uma rede social, o senador afirmou que está “completamente indignado” e que “tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”.
Depois da operação, políticos do Centrão afirmaram que há um direcionamento nas investigações da PF e uma ação deliberada para se criar um desgaste a menos de cinco meses das eleições. “Eles sabem o que estão fazendo e que há um prejuízo eleitoral irreparável”, afirma, sob anonimato, uma das principais lideranças do grupo.
Nos bastidores, critica-se o fato de a PF não ter um órgão de controle externo, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, que aplica sanções contra juízes, e do Conselho Nacional do Ministério Público, responsável por investigar promotores e procuradores, o que, dizem, abre margem para abusos.
Por isso, parlamentares defendem que haja algum tipo de freio de arrumação para conter as investidas - medida que vem sendo aventada ao longo de toda essa legislatura. No ano passado, a Câmara chegou a aprovar a chamada PEC da Blindagem, que limitava a ação da PF contra deputados e senadores. Diante da pressão popular, porém, o projeto acabou enterrado no Senado.
Os questionamentos também respingam no governo. Para esses políticos, foram designados para postos-chave investigadores que trabalham politicamente e com o objetivo de atingir desafetos da gestão Lula.
A operação contra Ciro Nogueira acontece dez dias depois de outra frente de apuração do órgão mirar políticos do Centrão e gerar desgastes no grupo político. Além de Nogueira, foram alvos o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
A PF apura um suposto contrabando após a bagagem deles não ser alvo de fiscalização de um auditor da Receita Federal ao retornar de uma viagem ao Caribe em um avião particular. Os parlamentares negam quaisquer irregularidades.
Operação contra Ciro une Centrão e gera movimento para estancar investigações em ano eleitoralEsforço acontece após a chamada PEC da Blindagem, que limitava a atuação dos investigadores, ser aprovada na Câmara e barrada pelo SenadoPolítica2026-05-09T16:18:05.601Z uniu políticos do Centrão em torno de críticas à Polícia Federal e renovou as movimentações para que sejam colocados freios às investigações. A 5ª fase da Compliance Zero apura a suspeita de que Nogueira atuou no Congresso Nacional para beneficiar o Banco Master. A medida, na avaliação de interlocutores do Master, sextuplicaria o negócio e provocaria “uma verdadeira hecatombe no mercado”. + A investigação aponta repasses mensais do Master ao senador que chegam à cifra dos R$ 500 mil, além do custeio de viagens, de contas de restaurantes e a aquisição de uma empresa em valores subvalorizados. Ciro Nogueira foi alvo de buscas, teve o aparelho telefônico apreendido e está impedido de manter contato com outros investigados. Um deles é seu irmão, Raimundo Nogueira, administrador da empresa da família que teria viabilizado o recebimento dos recursos. Raimundo terá de ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Aliados do senador afirmam que a operação foi uma “violência” contra o irmão de Ciro e tentam minimizar a apresentação de uma emenda feita pelo Master dizendo que é comum que parlamentares acatem sugestões de empresas e categorias. Em uma rede social, o senador afirmou que está “completamente indignado” e que “tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”. Depois da operação, políticos do Centrão afirmaram que há um direcionamento nas investigações da PF e uma ação deliberada para se criar um desgaste a menos de cinco meses das eleições. “Eles sabem o que estão fazendo e que há um prejuízo eleitoral irreparável”, afirma, sob anonimato, uma das principais lideranças do grupo. Nos bastidores, critica-se o fato de a PF não ter um órgão de controle externo, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, que aplica sanções contra juízes, e do Conselho Nacional do Ministério Público, responsável por investigar promotores e procuradores, o que, dizem, abre margem para abusos. Por isso, parlamentares defendem que haja algum tipo de freio de arrumação para conter as investidas - medida que vem sendo aventada ao longo de toda essa legislatura. No ano passado, a Câmara chegou a aprovar a chamada PEC da Blindagem, que limitava a ação da PF contra deputados e senadores. Diante da pressão popular, porém, o projeto acabou enterrado no Senado. Os questionamentos também respingam no governo. Para esses políticos, foram designados para postos-chave investigadores que trabalham politicamente e com o objetivo de atingir desafetos da gestão Lula. + A operação contra Ciro Nogueira acontece dez dias depois de outra frente de apuração do órgão mirar políticos do Centrão e gerar desgastes no grupo político. Além de Nogueira, foram alvos o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). + A PF apura um suposto contrabando após a bagagem deles não ser alvo de fiscalização de um auditor da Receita Federal ao retornar de uma viagem ao Caribe em um avião particular. Os parlamentares negam quaisquer irregularidades.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/operacao-contra-ciro-une-centrao-e-gera-movimento-para-estancar-investigacoes-em-ano-eleitoral