Novo relator já defendeu em parecer fim da escala 6x1 de forma escalonada, até 2028
Indicado para a relatoria da Comissão Especial, Leo Prates já produziu um relatório defendendo o fim da jornada 6x1


Valentina Moreira
Ranier Bragon
Indicado para a relatoria da Comissão Especial que discutirá o fim da escala 6x1, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) já se manifestou favorável à mudança na jornada de trabalho de forma escalonada até 2028.
Prates preside a Comissão de Trabalho da Câmara e é aliado próximo de Hugo Motta (Republicanos-PB), atual comandante da Casa. No cargo, o parlamentar produziu um relatório defendendo, inclusive, a implementação da escala 4x3, desde que aprovada em convenção coletiva.
Para isso, a transição seguiria a seguinte regra:
1. A partir de 1° de janeiro de 2027, a jornada normal de trabalho não excederia 42 horas semanais
2. A partir de 1° de janeiro de 2028, a jornada normal de trabalho não excederá 40 horas semanais
No texto, Prates argumenta que “esse período de transição permite que os empregadores busquem ganhos de eficiência para absorver o aumento imediato do custo do trabalho”.
A sua indicação para a relatoria foi anunciada durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (28). Na ocasião, Motta também informou que a presidência do colegiado ficará sob responsabilidade do deputado federal Alencar Santana (PT-SP). A expectativa é que o texto seja enviado ao plenário ainda no mês de maio.
Durante o anúncio, Leo Prates relembrou sua atuação frente à Comissão de Trabalho e enfatizou a “importância de discutir um novo arranjo laboral para o futuro das famílias e dos trabalhadores, especialmente das mulheres”.










