"Não há espaço para candidatura de centro no Brasil", diz Jilmar Tatto
Ao SBT News, chefe da campanha de Haddad projeta crescimento de Lula, critica Tarcísio e detalha estratégia do PT em São Paulo para 2026




Vicklin Moraes
Amanda Klein
Iander Porcella
O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) afirmou, nesta quarta-feira (15), que o cenário político brasileiro permanece polarizado e que não vê viabilidade para uma "terceira via" nas próximas disputas eleitorais. Em entrevista exclusiva ao SBT News, o parlamentar foi enfático: "Não há espaço para candidatura de centro no Brasil".
Para Tatto, as pesquisas eleitorais atuais devem ser lidas apenas como um "retrato do momento". Ele aposta na força histórica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), argumentando que, tradicionalmente, quando o período oficial de campanha se aproxima, o atual presidente costuma registrar um crescimento de cerca de 10% nas intenções de voto. Segundo o deputado, o foco do partido agora é "resolver o quebra-cabeça nos estados" para consolidar as bases aliadas.
Integrando a coordenação da campanha de Fernando Haddad (PT), Tatto traçou um diagnóstico crítico sobre a atual gestão estadual de Tarcísio de Freitas (Republicanos). De acordo com o deputado, há um "descontentamento muito grande" entre os prefeitos paulistas, que se sentem abandonados pelo Palácio dos Bandeirantes.
Entre os pontos de maior desgaste, Tatto citou a privatização da Sabesp e a implementação do sistema de pedágio free flow, que tem gerado resistência em diversas regiões. "Os prefeitos se sentem rejeitados por Tarcísio", afirmou o parlamentar, sugerindo que esse distanciamento abre caminho para o avanço da oposição no Estado.
Alianças e a busca pelo vice
No campo das alianças, Jilmar Tatto destacou a importância da ministra Simone Tebet (MDB) no palanque petista, afirmando que sua presença agrega valor considerável, especialmente no interior paulista, setor onde o PT busca ampliar seu diálogo.
Sobre o PSD de Gilberto Kassab, que deve apoiara o governo Tarcísio, Tatto sugeriu que há fissuras na base governista. Segundo ele, o PSD estaria descontente por não ter conseguido emplacar o cargo de vice na chapa do atual governador.
Já em relação à escolha do vice para a chapa de Fernando Haddad, o deputado afirmou que o partido não tem pressa para o anúncio. Entretanto, ele já adiantou o perfil desejado para o posto: a legenda busca alguém que tenha forte interlocução com o interior de São Paulo e, preferencialmente, que seja uma mulher, visando equilibrar a chapa e ampliar o espectro de representatividade.









