Política

Mourão defende Augusto Heleno: "Jamais compactuaria com Abin paralela"

Ex-vice-presidente também disse que militares eventualmente podem ter cometido crimes, e que devem ser investigados pela Justiça Militar

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Lis Cappi
09/02/2024, 00:00 • Atualizado em 09/02/2024, 00:00
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Mourão defende Augusto Heleno: "Jamais compactuaria com Abin paralela"

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) saiu em defesa do general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Bolsonaro e um dos alvos da investigação da Polícia Federal (PF) que apura a tentativa de um golpe de estado.

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Em declaração a jornalistas nesta quinta-feira (8), Mourão disse conhecer Augusto Heleno há 50 anos e afirmou que confia no trabalho e caráter do militar.

"Pelo caráter do general Heleno, tenho absoluta certeza, minha convicção, de que ele jamais compactuar com algum tipo de entidade, vamos dizer essa Abin paralela, encarregada de investigar à revelia a vida das pessoas", afirmou.

Mourão disse que militares "eventualmente podem ter cometido crimes" e que os casos devem ser apurados pela Justiça Militar.

"Existe a Justiça Militar. Temos militares que eventualmente podem ter cometido crimes em função militar. O Exército deveria ter aberto há muito tempo inquérito policial militar, estar conduzindo essa investigação e, caso se comprovasse que essas pessoas tivessem cometido crime que não fosse afeto à Justiça Militar, passasse às mãos de quem estaria conduzindo o restante dos inquéritos", declarou.

A posição reforça movimento de oposição, em suposta "perseguição" a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No caso de Augusto Heleno, inquérito da Polícia Federal aponta que ele conversou com um diretor da Agência Brasileira de Investigação (Abin), em julho de 2022, para "infiltrar agentes nas campanhas eleitorais".

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