Juliana Brizola propõe fundo para Sul e critica gestão do RS
Candidata ao governo gaúcho defende fundo constitucional, critica austeridade e cobra falhas em infraestrutura após enchentes
Raquel Landim , Iander Porcella, Victoria Abel, Vicklin Moraes
A candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), defendeu a criação de um Fundo Constitucional para a Região Sul, nos moldes dos já existentes para o Nordeste e o Centro-Oeste, como alternativa para equilibrar as contas públicas do estado. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, nesta sexta-feira (31).
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Segundo Brizola, as medidas de austeridade adotadas no estado ao longo da última década não foram suficientes para resolver a crise fiscal.
“A gente precisa aprovar em Brasília um fundo constitucional para o Sul, para que possamos sair dessa conta negativa que o estado vive hoje. Nos últimos 12 anos, venderam patrimônio público, aumentaram impostos e fizeram ajustes nas carreiras dos servidores, tudo em nome de ficar em dia com as contas. No fim desse período, o próximo governo vai receber um déficit orçamentário de R$ 4,8 bilhões”, afirmou.
Ao comentar as tragédias climáticas que atingiram o estado, especialmente as enchentes de 2024, a candidata criticou a gestão da infraestrutura básica em Porto Alegre e na região metropolitana. Para ela, houve falhas na manutenção de serviços essenciais.
“Nas enchentes de 2024, quando o rio começou a baixar, eram os bueiros não limpos que jorravam água para dentro da cidade. O básico não está sendo feito. Precisamos entender se as casas de bombas estão funcionando e se os geradores foram trocados de lugar para não desligarem quando a água subir”, cobrou.
A pedetista também defendeu uma relação mais integrada entre os setores público e privado, com foco no desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.
“Não vejo uma guerra entre o público e o privado. Eles podem andar juntos, cada um na sua área, assim como o progresso pode caminhar lado a lado com a proteção ambiental”, disse.
Outro ponto destacado foi o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Brizola classificou a aliança como “histórica” e afirmou que pretende manter diálogo institucional com o governo federal.
“É uma honra andar ao lado do presidente Lula, que defende a soberania nacional. O apoio do PT aqui é algo histórico. Independentemente de quem estiver no Planalto, eu vou para o diálogo para trazer tudo o que o Rio Grande do Sul tem de direito. Hoje, infelizmente, há uma falta de diálogo entre os governos federal, estadual e municipal por questões partidárias, e isso nos deixa para trás”, afirmou.
Juliana Brizola propõe fundo para Sul e critica gestão do RSCandidata ao governo gaúcho defende fundo constitucional, critica austeridade e cobra falhas em infraestrutura após enchentes
Política2026-07-31T23:49:18.533ZA candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), defendeu a criação de um Fundo Constitucional para a Região Sul, nos moldes dos já existentes para o Nordeste e o Centro-Oeste, como alternativa para equilibrar as contas públicas do estado. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, nesta sexta-feira (31). Segundo Brizola, as medidas de austeridade adotadas no estado ao longo da última década não foram suficientes para resolver a crise fiscal. “A gente precisa aprovar em Brasília um fundo constitucional para o Sul, para que possamos sair dessa conta negativa que o estado vive hoje. Nos últimos 12 anos, venderam patrimônio público, aumentaram impostos e fizeram ajustes nas carreiras dos servidores, tudo em nome de ficar em dia com as contas. No fim desse período, o próximo governo vai receber um déficit orçamentário de R$ 4,8 bilhões”, afirmou. Ao comentar as tragédias climáticas que atingiram o estado, especialmente as enchentes de 2024, a candidata criticou a gestão da infraestrutura básica em Porto Alegre e na região metropolitana. Para ela, houve falhas na manutenção de serviços essenciais. “Nas enchentes de 2024, quando o rio começou a baixar, eram os bueiros não limpos que jorravam água para dentro da cidade. O básico não está sendo feito. Precisamos entender se as casas de bombas estão funcionando e se os geradores foram trocados de lugar para não desligarem quando a água subir”, cobrou. A pedetista também defendeu uma relação mais integrada entre os setores público e privado, com foco no desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental. “Não vejo uma guerra entre o público e o privado. Eles podem andar juntos, cada um na sua área, assim como o progresso pode caminhar lado a lado com a proteção ambiental”, disse. Outro ponto destacado foi o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Brizola classificou a aliança como “histórica” e afirmou que pretende manter diálogo institucional com o governo federal. “É uma honra andar ao lado do presidente Lula, que defende a soberania nacional. O apoio do PT aqui é algo histórico. Independentemente de quem estiver no Planalto, eu vou para o diálogo para trazer tudo o que o Rio Grande do Sul tem de direito. Hoje, infelizmente, há uma falta de diálogo entre os governos federal, estadual e municipal por questões partidárias, e isso nos deixa para trás”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/juliana-brizola-propoe-fundo-para-sul-e-critica-gestao-do-rs
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