Motta mantém Derrite no projeto antifacção e Gleisi reage: “Isso não ajuda no diálogo”
Presidente da Câmara minimiza impacto na relação com o Planalto e afirma à coluna que há disposição para construir o texto
Eduardo Gayer
Presidente da Câmara, Hugo Motta, mantém Derrite no projeto antifacção | Reprodução
Apesar dos apelos do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quinta-feira (19) manter o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) — aliado do governador Tarcísio de Freitas — na relatoria do projeto de lei antifacção. À coluna, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, avaliou que a decisão “não ajuda” no diálogo entre os Poderes.
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O governo federal havia pedido ao presidente da Câmara a substituição do relator, com o objetivo de preservar a versão aprovada no Senado. Na avaliação de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado, “desfigurou” o texto original do Ministério da Justiça e pode repetir esse movimento.
“Nossa experiência com a [primeira] votação na Câmara não foi boa, o projeto do governo foi muito desconfigurado. Por isso, eu havia me manifestado pela mudança [de relator]. Vamos fazer um esforço, mas, da forma como está, não dá”, afirmou Gleisi à coluna. “Isso não ajuda no diálogo”, acrescentou.
Hugo Motta, por sua vez, minimizou os possíveis desdobramentos políticos de sua decisão.
“Há disposição de construir o texto em diálogo com o governo, por meio da Casa Civil, do Ministério da Justiça e da Secretaria de Relações Institucionais”, disse à coluna.
O novo revés ao Executivo ocorre apesar de uma tentativa de aproximação com o PT na Paraíba. No estado, Motta buscará a reeleição como deputado federal e tenta viabilizar a candidatura de seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), ao Senado com apoio de Lula.
Motta mantém Derrite no projeto antifacção e Gleisi reage: “Isso não ajuda no diálogo”Presidente da Câmara minimiza impacto na relação com o Planalto e afirma à coluna que há disposição para construir o textoPolítica2026-02-19T22:32:31.470ZApesar dos apelos do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quinta-feira (19) manter o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) — aliado do governador Tarcísio de Freitas — na relatoria do projeto de lei antifacção. À coluna, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, avaliou que a decisão “não ajuda” no diálogo entre os Poderes. O governo federal havia pedido ao presidente da Câmara a substituição do relator, com o objetivo de preservar a versão aprovada no Senado. Na avaliação de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado, “desfigurou” o texto original do Ministério da Justiça e pode repetir esse movimento. “Nossa experiência com a [primeira] votação na Câmara não foi boa, o projeto do governo foi muito desconfigurado. Por isso, eu havia me manifestado pela mudança [de relator]. Vamos fazer um esforço, mas, da forma como está, não dá”, afirmou Gleisi à coluna. “Isso não ajuda no diálogo”, acrescentou. Hugo Motta, por sua vez, minimizou os possíveis desdobramentos políticos de sua decisão. “Há disposição de construir o texto em diálogo com o governo, por meio da Casa Civil, do Ministério da Justiça e da Secretaria de Relações Institucionais”, disse à coluna. A relação entre o presidente da Câmara e o Palácio do Planalto tem sido marcada por idas e vindas. Em 9 de fevereiro, Motta já havia desagradado ao governo ao encaminhar a sem alinhamento prévio com auxiliares de Lula. O novo revés ao Executivo ocorre apesar de uma tentativa de aproximação com o PT na Paraíba. No estado, Motta buscará a reeleição como deputado federal e tenta viabilizar a candidatura de seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), ao Senado com apoio de Lula.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/motta-mantem-derrite-no-projeto-antifaccao-e-gleisi-reage-isso-nao-ajuda-no-dialogo