Moro nega que tenha atacado as urnas eletrônicas e diz que eleição de Lula foi baseada em “mentira”
Ao SBT News, senador alegou que falas foram tiradas de contexto; ex-juiz afirmou que condenacao de Valdemar Costa Neto por corrupcao é "coisa do passado"



Raquel Landim
Nathalia Fruet
Vicklin Moraes
O senador e pré candidato ao governo do Paraná Sérgio Moro afirmou nesta quarta-feira (25) que suas declarações sobre a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022 não colocam em dúvida a credibilidade das urnas eletrônicas. Em entrevista ao SBT News, Moro disse que o uso de “entre aspas” ao se referir à eleição foi interpretado de forma equivocada, e reiterou que não questiona o sistema eleitoral.
“O Lula foi condenado por mim, por outros três juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e teve a condenação mantida por magistrados do Superior Tribunal de Justiça. Ele foi preso após decisão do Supremo Tribunal Federal, quando teve negado um habeas corpus”, afirmou.
Segundo o senador, as condenações foram posteriormente anuladas por questões processuais, o que, em sua avaliação, não equivale a uma declaração de inocência.
“No fundo, houve uma decisão política de retornar Lula à vida pública, e isso permitiu que ele fosse eleito em 2022. O governo, portanto, está baseado em uma mentira”, declarou.
Moro também afirmou que não questiona o resultado das eleições nem o sistema eletrônico de votação. “Eu mesmo fui eleito em 2022 por esse sistema. Considero legítimo discutir formas de aumentar a segurança, mas não coloco isso em dúvida”, disse.
O senador voltou a defender a Operação Lava Jato e criticou o que chamou de “desmantelamento” da operação, associando esse processo ao retorno de esquemas de corrupção no país.
O senador também minimizou críticas sobre sua filiação partidária, afirmando que escândalos de corrupção envolvendo aliados - citando Valdemar Costa Neto - “ficaram no passado”.
O presidente do PL foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por participar do esquema do Mensalão.
Mesmo assim, Moro afirma que sua atuação política atual é pautada pelo combate à corrupção. Ele citou investigações recentes, como o caso envolvendo o Banco Master, e defendeu a apuração de eventuais irregularidades, inclusive no Judiciário.
Ao comentar a possibilidade de investigações atingirem ministros do STF, Moro disse que defende apuração rigorosa, sem antecipar conclusões.









