Explosão em SP: Defesa Civil libera 48 imóveis para retorno; auxílio às famílias é ampliado
Perícia avalia danos estruturais após explosão causada durante obra entre São Paulo e Osasco; uma pessoa morreu
Fernanda Trigueiro
Agência Brasil
A Defesa Civil concluiu na noite desta terça-feira (15) a vistoria em mais de 50 imóveis atingidos pela explosão registrada no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, e liberou o retorno de 48 famílias para casa.
Peritos realizaram o mapeamento da área atingida para identificar os danos estruturais e as causas do acidente.
Segundo a Defesa Civil, a explosão aconteceu durante uma obra de remanejamento de tubulação realizada por equipes da Sabesp e da Comgás, no limite entre a capital paulista e a cidade de Osasco. Durante a intervenção, a rede de gás encanado foi atingida, provocando a explosão.
O tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil de São Paulo, afirmou que o trabalho agora ocorre em duas frentes: a investigação criminal e a análise estrutural dos imóveis atingidos.
Uma pessoa morreu e três seguem internadas. Entre as vítimas está Alex Sandro Fernandes Nunes, vigilante de 49 anos, que foi encontrado morto em meio aos escombros.
Outros três homens continuam internados em hospitais da região. Um deles aparece em imagens que circularam nas redes sociais sendo arremessado pela explosão.
Famílias receberão auxílio emergencial
As famílias atingidas foram cadastradas para receber auxílio emergencial subsidiado pela Sabesp e pela Comgás. Segundo as empresas, o valor inicial será de R$ 5 mil.
As companhias afirmaram ainda que prestam assistência médica, psicológica e hospedagem temporária às vítimas.
Governo e Ministério Público acompanham investigação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a responsabilidade inicial pelo acidente é das empresas envolvidas, mas não descartou eventual responsabilização do estado.
“A responsabilidade e o objetivo é do estado, mas primeiro é das empresas”, declarou.
O Ministério Público de São Paulo também acompanha o caso e avalia a extensão dos danos materiais e humanos causados pela explosão.
Segundo o subprocurador-geral Fausto Junqueira de Paula, o foco inicial é garantir segurança e assistência às vítimas antes da responsabilização dos envolvidos.









