Política

Moro levanta dúvida e diz que Lula foi eleito "entre aspas"

Ex-ministro da Justiça falou que o petista "está do lado dos criminosos"; senador se filiou ao PL nesta terça (24) para disputar o governo do Paraná

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O senador Sergio Moro (PL-PR) disse em evento nesta terça-feira (24) que o presidente Lula (PT) foi eleito "entre aspas" em 2022.

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A fala do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) ocorreu durante evento de sua filiação ao PL, com presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ex-juiz federal planeja concorrer ao governo do Paraná no pleito de 2026.

"O brasileiro tem medo de sair à rua", disse Moro, olhando para Flávio ao discursar. "Ele não vê no presidente da República alguém que tá do lado dele. Ao contrário, a visão que ele tem é que o presidente da República, o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito entre aspas aqui no Brasil, está do lado dos criminosos", continuou.

"Ele minimiza o crime a todo momento", acrescentou. "Precisamos, sim, de uma mudança, de uma nova liderança. E estou aqui me somando ao seu projeto [de Flávio], que é o projeto do nosso país, também ansioso por ver seu pai em casa, por uma questão de justiça", disse.

Perguntado pelo SBT News sobre o que quis dizer ao declarar que Lula teria sido "eleito entre aspas", Moro disse que "acho que foi eleito em cima de uma mentira de que seria inocente".

"Nunca foi inocentado pelo Supremo. Foi condenado em várias instâncias. Tentaram dizer que eu era a única pessoa que tinha condenado. Mas foi condenado pelo TRF4, pelo STJ, o próprio Supremo manteve a decisão dele. E, de repente, ele volta se posando de inocente, sem jamais ter sido declarado [inocente]. Esta é a grande mentira que levou à destruição da espinha moral desse país", completou, citando as fraudes em benefícios do INSS como "a coisa mais vergonhosa que já aconteceu na história" brasileira.

Moro repetiu que "o Brasil não pode viver em cima de uma mentira". "E a grande mentira foi essa anulação das condenações do presidente Lula, que fez desabar a moral do nosso país", continuou.

Perguntado pelo SBT News se o Supremo teria então responsabilidade por essa suposta "mentira", Moro não respondeu.

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