Dallagnol diz esperar que caso Master chegue onde Lava Jato não chegou: à "corrupção suprema"
Ex-coordenador da operação será pré-candidato ao Senado no Paraná pelo partido Novo

Ranier Bragon
Ighor Nóbrega
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol disse nesta terça-feira (24) esperar que as investigações das fraudes do Banco Master avancem para além da operação Lava Jato e alcancem integrantes do judiciário.
A declaração foi dada durante a filiação do senador Sergio Moro ao PL para disputar uma cadeira no Senado pelo Paraná. Deltan é pré-candidato ao Senado.
"Nós vamos lutar no Senado Federal para que o caso Master possa chegar aonde a Lava Jato foi impedida de chegar: na corrupção suprema do nosso país. O que nós formamos aqui é uma frente ampla de combate à corrupção de Lula e do PT e uma frente ampla de combate aos abusos do Supremo Tribunal Federal", declarou o deputado cassado.
Dallagnol foi coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná de 2014 a 2020, mas deixou o caso em meio ao vazamento de mensagens que indicavam uma coordenação entre os integrantes do grupo de investigação e o então juiz Sergio Moro.
Moro e Dallagnol formarão um palanque de apoio no Paraná à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente. O ex-juiz será candidato ao governo do estado. Já o ex-procurador será um dos dois nomes da direita na disputa ao Senado, ao lado do deputado Filipe Barros (PL).







