Moraes nega pedido da defesa e mantém prisão preventiva do general Braga Netto
Para o ministro do STF, a prisão é necessária diante do risco à ordem pública e da gravidade concreta dos crimes atribuídos ao ex-ministro
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Jessica Cardoso
16/07/2025, 23:40 • Atualizado em 16/07/2025, 23:40
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General Braga Netto, ex-vice na chapa de Bolsonaro em 2022 | Reprodução
O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou mais uma vez um pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do general Walter Braga Netto, preso desde dezembro de 2024. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (16).
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Braga Netto virou réu em março, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros investigados, por suposta tentativa de golpe, sequestro de autoridades e incitação de militares para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), eleitos em 2022. O ex-ministro foi preso sob a acusação de obstruir a investigação.
Ao apresentar o pedido, a defesa de Braga Netto argumentou que a instrução processual do inquérito já foi encerrada, eliminando o risco de interferência nas investigações, e que medidas cautelares alternativas poderiam ser aplicadas.
Em sua decisão, no entanto, Moraes afirmou que a situação do general permanece inalterada, mantendo os requisitos para a prisão preventiva. O ministro disse que há fortes indícios de que Braga Netto integrou uma organização criminosa que atuou para tentar manter Bolsonaro no poder por meio de um golpe de Estado e da abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Moraes também rejeitou o pedido com base na gravidade concreta dos crimes atribuídos ao general. Ele apontou a periculosidade de Braga Netto, ressaltando seu papel de liderança e articulação no suposto esquema golpista, além do risco de que ele volte a praticar atos semelhantes caso seja solto.
O ministro concluiu que medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, seriam insuficientes para eliminar esses riscos, sendo necessária a continuidade da prisão preventiva.
Moraes nega pedido da defesa e mantém prisão preventiva do general Braga NettoPara o ministro do STF, a prisão é necessária diante do risco à ordem pública e da gravidade concreta dos crimes atribuídos ao ex-ministroPolítica2025-07-16T23:40:41.825ZO ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou mais uma vez um pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do general Walter Braga Netto, preso desde dezembro de 2024. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (16). Braga Netto virou réu em março, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros investigados, por suposta tentativa de golpe, sequestro de autoridades e incitação de militares para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), eleitos em 2022. O ex-ministro foi preso sob a acusação de obstruir a investigação. Ao apresentar o pedido, a defesa de Braga Netto argumentou que a instrução processual do inquérito já foi encerrada, eliminando o risco de interferência nas investigações, e que medidas cautelares alternativas poderiam ser aplicadas. Em sua decisão, no entanto, Moraes afirmou que a situação do general permanece inalterada, mantendo os requisitos para a prisão preventiva. O ministro disse que há fortes indícios de que Braga Netto integrou uma organização criminosa que atuou para tentar manter Bolsonaro no poder por meio de um golpe de Estado e da abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Moraes também rejeitou o pedido com base na gravidade concreta dos crimes atribuídos ao general. Ele apontou a periculosidade de Braga Netto, ressaltando seu papel de liderança e articulação no suposto esquema golpista, além do risco de que ele volte a praticar atos semelhantes caso seja solto. O ministro concluiu que medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, seriam insuficientes para eliminar esses riscos, sendo necessária a continuidade da prisão preventiva. Leia também: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-nega-pedido-da-defesa-e-mantem-prisao-preventiva-do-general-braga-netto
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