Moraes envia ao Ministério da Justiça dados sobre onde Zambelli cumprirá pena se for extraditada
Informações foram solicitadas pelo juiz que analisa o caso de extradição da deputada federal na Itália
Paola Cuenca
12/12/2025, 20:30 • Atualizado em 13/12/2025, 02:42
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao Ministério da Justiça (MJ), nesta sexta-feira (12), informações sobre onde a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) cumprirá a pena de 10 anos de prisão, caso seja extraditada pelo governo italiano. O presídio selecionado por Moraes foi a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, localizada no Complexo da Papuda, em Brasília.
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Os dados haviam sido solicitados pelo MJ a Moraes na última semana, depois que o juiz responsável pela análise do caso de extradição de Zambelli na Itália questionou o governo brasileiro a respeito de quais seriam as condições de cumprimento de pena da parlamentar no Brasil.
A Penitenciária Feminina do Distrito Federal é destinada à custódia de mulheres presas em regime fechado, semi-aberto e em regime provisório, anterior à condenação penal. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, o estabelecimento possui capacidade para custodiar 917 internas. Atualmente, o presídio abriga 700, sendo a maioria, 319 detentas, em cumprimento de pena no regime fechado.
Em esclarecimentos prestados a Moraes, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal pontuou que "os diferentes perfis [de custodiadas] são separados por blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos".
O juiz italiano ainda solicitou informações sobre episódios de violência na instituição prisional, além de respeito a princípios internacionais de direitos humanos. Em ofício ao STF, a Vara de Execuções Penais (VEP) afirma que nunca houve rebelião na unidade feminina. O controle de segurança executado por policiais penais é reforçado com dados da unidade masculina.
"No sistema prisional destinado ao público masculino, o último episódio de rebelião data de 2001 — o que evidencia a capacidade de controle e atuação técnica da Polícia Penal do Distrito Federal", assegura a VEP.
Fotos da penitenciária ainda foram anexadas ao documento junto de informações sobre a estrutura da penitenciária que inclui "setores destinados exclusivamente às internas em atividades educacionais, alas específicas para mulheres trans, providas de infraestrutura compatível e critérios de alocação que respeitam a dignidade e a segurança desse público, bem como áreas próprias destinadas às internas que convivem com seus bebês, assegurando condições apropriadas para esse grupo".
Carla Zambelli foi condenada pelo STF em duas ações penais nos últimos meses.
Na primeira, a deputada federal foi sentenciada a 10 anos de prisão por ter comandado invasões hackers ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2022 e 2023.
Na segunda, Zambelli foi condenada a cumprir 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Na véspera das eleições de 2022, Zambelli perseguiu armada um homem pelas ruas de São Paulo.
A parlamentar fugiu para a Itália em junho, dias após ser condenada na primeira ação penal. Dada como foragida, ela foi presa no mês seguinte e segue no continente europeu à espera de uma decisão do governo italiano sobre sua extradição.
Moraes envia ao Ministério da Justiça dados sobre onde Zambelli cumprirá pena se for extraditadaInformações foram solicitadas pelo juiz que analisa o caso de extradição da deputada federal na ItáliaPolítica2025-12-12T20:30:14.971ZO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao Ministério da Justiça (MJ), nesta sexta-feira (12), informações sobre onde a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) cumprirá a pena de 10 anos de prisão, caso seja extraditada pelo governo italiano. O presídio selecionado por Moraes foi a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, localizada no Complexo da Papuda, em Brasília. Os dados haviam sido solicitados pelo MJ a Moraes na última semana, depois que o juiz responsável pela análise do caso de extradição de Zambelli na Itália questionou o governo brasileiro a respeito de quais seriam as condições de cumprimento de pena da parlamentar no Brasil. A Penitenciária Feminina do Distrito Federal é destinada à custódia de mulheres presas em regime fechado, semi-aberto e em regime provisório, anterior à condenação penal. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, o estabelecimento possui capacidade para custodiar 917 internas. Atualmente, o presídio abriga 700, sendo a maioria, 319 detentas, em cumprimento de pena no regime fechado. Em esclarecimentos prestados a Moraes, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal pontuou que "os diferentes perfis [de custodiadas] são separados por blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos". O juiz italiano ainda solicitou informações sobre episódios de violência na instituição prisional, além de respeito a princípios internacionais de direitos humanos. Em ofício ao STF, a Vara de Execuções Penais (VEP) afirma que nunca houve rebelião na unidade feminina. O controle de segurança executado por policiais penais é reforçado com dados da unidade masculina. "No sistema prisional destinado ao público masculino, o último episódio de rebelião data de 2001 — o que evidencia a capacidade de controle e atuação técnica da Polícia Penal do Distrito Federal", assegura a VEP. Fotos da penitenciária ainda foram anexadas ao documento junto de informações sobre a estrutura da penitenciária que inclui "setores destinados exclusivamente às internas em atividades educacionais, alas específicas para mulheres trans, providas de infraestrutura compatível e critérios de alocação que respeitam a dignidade e a segurança desse público, bem como áreas próprias destinadas às internas que convivem com seus bebês, assegurando condições apropriadas para esse grupo". A próxima audiência do processo de extradição de Carla Zambelli Além das informações prestadas pelo STF, neste encontro, a defesa da parlamentar deve apresentar apesar de sua condenação, Carla Zambelli foi condenada pelo STF em duas ações penais nos últimos meses. Na primeira, a deputada federal foi sentenciada a 10 anos de prisão por ter comandado invasões hackers ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2022 e 2023. Na segunda, Zambelli foi condenada a cumprir 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Na véspera das eleições de 2022, Zambelli perseguiu armada um homem pelas ruas de São Paulo. A parlamentar fugiu para a Itália em junho, dias após ser condenada na primeira ação penal. Dada como foragida, ela foi presa no mês seguinte e segue no continente europeu à espera de uma decisão do governo italiano sobre sua extradição.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-envia-ao-ministerio-da-justica-dados-sobre-onde-zambelli-cumprira-pena-se-for-extraditada
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