Justiça italiana adia julgamento da extradição de Carla Zambelli para 18 de dezembro
Sessão foi remarcada após defesa apresentar novos documentos ao processo; Corte também pediu informações sobre condições carcerárias no Brasil
Jessica Cardoso
A deputada Carla Zambelli | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A Justiça italiana adiou para 18 de dezembro o início do julgamento do processo de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A nova data foi definida pela Corte de Apelação de Roma durante audiência realizada nesta quinta-feira (4), após a defesa solicitar a inclusão de novos documentos nos autos.
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Ao SBT News, a defesa da deputada afirmou que “são muitos documentos”, que o material demonstra que Zambelli sofre perseguição política e que “não há sequer um e-mail ou uma mensagem trocada com o hacker sobre a invasão do CNJ”.
Entre os documentos apresentados está o parecer do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na terça-feira (2), contra a perda de mandato da parlamentar.
No documento, de 147 páginas, Garcia afirmou que não teve acesso integral ao processo no qual Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que a deputada teria sido alvo de perseguição política pelo ministro Alexandre de Moraes.
A Corte italiana também requisitou informações sobre as condições carcerárias do Brasil, caso a deputada seja extraditada. A Advocacia-Geral da União (AGU) pode se manifestar sobre os novos pontos levantados até 10 de dezembro.
Na audiência marcada para o dia 18, os juízes italianos vão determinar se os novos documentos podem ser aceitos no processo.
Caso admitidos, o início do julgamento poderá ser adiado novamente, para que o representante brasileiro e o Ministério Público tenham tempo de examiná-los. Se forem rejeitados, o tribunal poderá avançar diretamente para o mérito e deliberar sobre a extradição.
Zambelli deixou o Brasil em junho, antes de ser presa para cumprir pena de dez anos pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Já na Itália, ela foi condenada também a cinco anos por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. As duas condenações compõem o processo de extradição em análise.
O Ministério Público italiano já recomendou, em documento enviado ao tribunal em outubro, que a extradição seja autorizada. Para o órgão, estão presentes todos os requisitos legais e não há impedimentos para atender ao pedido do governo brasileiro.
Justiça italiana adia julgamento da extradição de Carla Zambelli para 18 de dezembroSessão foi remarcada após defesa apresentar novos documentos ao processo; Corte também pediu informações sobre condições carcerárias no BrasilPolítica2025-12-04T18:48:11.154ZA Justiça italiana adiou para 18 de dezembro o início do julgamento do processo de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A nova data foi definida pela Corte de Apelação de Roma durante audiência realizada nesta quinta-feira (4), após a defesa solicitar a inclusão de novos documentos nos autos. Ao SBT News, a defesa da deputada afirmou que “são muitos documentos”, que o material demonstra que Zambelli sofre perseguição política e que “não há sequer um e-mail ou uma mensagem trocada com o hacker sobre a invasão do CNJ”. Entre os documentos apresentados está , apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na terça-feira (2), contra a perda de mandato da parlamentar. No documento, de 147 páginas, Garcia afirmou que não teve acesso integral ao processo no qual Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que a deputada teria sido alvo de perseguição política pelo ministro Alexandre de Moraes. A Corte italiana também requisitou informações sobre as condições carcerárias do Brasil, caso a deputada seja extraditada. A Advocacia-Geral da União (AGU) pode se manifestar sobre os novos pontos levantados até 10 de dezembro. Na audiência marcada para o dia 18, os juízes italianos vão determinar se os novos documentos podem ser aceitos no processo. Caso admitidos, o início do julgamento poderá ser adiado novamente, para que o representante brasileiro e o Ministério Público tenham tempo de examiná-los. Se forem rejeitados, o tribunal poderá avançar diretamente para o mérito e deliberar sobre a extradição. Zambelli deixou o Brasil em junho, antes de ser presa para cumprir pena de dez anos pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Já na Itália, ela foi condenada também a cinco anos por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. As duas condenações compõem o processo de extradição em análise. O Ministério Público italiano já recomendou, em documento enviado ao tribunal em outubro, que a extradição seja autorizada. Para o órgão, estão presentes todos os requisitos legais e não há impedimentos para atender ao pedido do governo brasileiro. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/justica-italiana-adia-julgamento-da-extradicao-de-carla-zambelli-para-18-de-dezembro